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    A Voz dos Deuses -

    João Aguiar

    Leya
    2011
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9789896600761
    Português
    3.7
    6 avaliações
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    Em 147 a.C., alguns milhares de guerreiros lusitanos encontram-se cercados pelas tropas do pretor Caio Vetílio. Em princípio, trata-se apenas de mais um episódio da guerra que a República Romana trava há longos anos para se apoderar da Península Ibérica. Mas os Lusitanos, acossados pelo inimigo, elegem um dos seus e entregam-lhe o comando supremo. Esse homem, que durante sete anos vai ser o pesadelo de Roma, chama-se Viriato. Entre 147 e 139, ano em que foi assassinado, Viriato derrotou sucessivos exércitos romanos, levou à revolta grande parte dos povos ibéricos e foi o responsável pelo início da célebre Guerra de Numância. Viriato foi um verdadeiro génio militar, político e diplomático. Mas, sobretudo, foi o defensor de um mundo que morria asfixiado pelo poderio romano: o mundo em que mergulham as raízes mais profundas de Portugal e de Espanha. É esse mundo, já então em declínio, que este livro tenta evocar.

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    Gabriel Carrara Vieira picture
    Gabriel Carrara Vieira16/09/2009Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Os deuses devem estar roucos

    Este é o primeiro de muitos livros de João Aguiar sobre o pouco abordado período da história lusitana antes e após o Império Romano. No caso de 'A voz dos deuses', o foco é Viriato, o mítico lusitano que foi contra a invasão de Roma. A história é bem interessante: um líder tribal, pagão, que vislumbra uma união pan-ibérica, se tornando uma espécie de proto-rei e derrotando, por meio da estratégia - o que é o mais impressionante -, legiões romanas. Esse é o pouco que se sabe da história de Viriato e está contido na obra de Aguiar; mas e a estória? Bem, essa não tem muita emoção. Obviamente, é pedir demais que um escritor recrie o pensamento e o 'modus vivendi' dos habitantes da península ibérica milênios atrás; mas aceitar certos clichês modernos já é demais. Meio romance histórico do século XIX, meio épico hollywoodiano, Aguiar cede e acaba por colocar uma camisa de força em sua recriação. Nesse lá-e-cá, a obra fica em cima do muro e por lá fica - o que, certamente, não combina com um herói como Viriato.

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