Death Note - Black Edition #6 - O fim de tudo

    Tsugumi Ohba, Takeshi Obata

    JBC
    2013
    400 páginas
    13h 20m
    ISBN-13: 9788577877669
    Português Brasileiro

    As maquinações de Light estão, uma a uma, sendo postas à prova, principalmente agora que seu maior adversário, Near, está a caminho do Japão para confrontar o falso L. Ele não só quer acabar com os assassinatos, como também quer expor Light Yagami como o verdadeiro assassino portador do Death Note. Light aceitará o desafio? E Near, conseguirá expor a verdadeira face de Light Yagami?

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    Wendy Cristine  picture
    Wendy Cristine 20/04/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Kira é nada, Near, Mello e L são tudo

    A forma como o Kira morre no mangá é infinitamente mais satisfatório, coisa linda. A atmosfera de ler o mangá também é outra já que ele sempre foca no que cada personagem está pensando e suas verdadeiras intenções. E também, agora lendo com mais calma e sem aquele meu luto completo pelo L ter morrido já que ele era meu personagem preferido, consegui me afeiçoar bem mais ao Near já que ambos, com toda a certeza do universo, são autistas. Me deixou surpresa perceber o que seria o mundo ideal para pessoas autistas. Um trabalho tão inclusivo como esse, onde ele pode até brincar, mesmo já tendo 17/18 anos, e ninguém ligar. Ninguém zoar. Ele sendo apenas ele mesmo ali. Com o L foi a mesma coisa, tão lindo esse mundo utópico. Imagina se nos trabalhos que se dizem tão "inclusivos" fossem assim? Respeitassem mais o espaço do autista para ele ser quem ele é? Ou, no geral mesmo. Não precisássemos sempre nos esconder porque o que fazemos pode ser mal visto aos olhos de neurotípicos? É tão triste saber que os empregos onde falam que tem vaga para PCD, não há nem opção para nós. Ou, quando tem, nos exclui tanto. Isso é para neurodivergentes, no geral. Por mais personagens autistas bem feitos, como esses dois. O triste é que quando o personagem fala abertamente que é autista, automaticamente fica super estereotipado e horrível (o Dorama Uma Advogada Extraordinária que o diga), mas quando são personagens headcanons fica tão bom. E deixarei um último adendo em forma de pergunta: por que autistas retratados na mídia, que não são falados abertamente que são, são mais bem aceitos a ponto de ter neurotípicos querendo imitar seus trejeitos (vide L), enquanto nós mesmos autistas somos zoados e até repudiados por agirmos apenas normalmente? Quem ditou que o certo é apenas o jeito que vocês agem? Enfim, poderia ficar aqui escrevendo eternamente tudo que eu acho de mais escroto em um neurotípico, porem está ficando gigantesco já.

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