Um carnaval. Uma velha casa. Uma amizade de infância. Esta é a labiríntica história de Teo e de um acontecimento inesperado que o leva a revisitar seu passado. Em uma tarde de folia carnavalesca sua amiga Isabel o chama e sua voz não soa alegre ao telefone. Na verdade ela parece muito angustiada. O pacato e depressivo artista vai ao encontro de sua melhor (e única) amiga sem saber que embarcará em uma viagem ao tempo mais precioso de sua vida: a infância! A Casa de Isabel foi escrito quando Clara Mello tinha apenas 16 anos e desde então a jovem autora dá ideia da robustez de sua literatura. Num clima onírico e poético, A Casa de Isabel aborda temas profundos como amor, saudade, desejo, liberdade, fé e morte. Clara Mello mostra com o frescor de sua escrita juvenil que é, e continuará sendo, leitura para todas as idades.
A Casa de Isabel -
Clara Mello
Edições (1)
Ver maisNa foto da autora constante na orelha do livro está uma moça sorridente, de aparelho nos dentes e meiguice no olhar. Clara Mello escreveu A Casa de Isabel com apenas 16 anos, mas nada da escrita desse livro remete a uma autora tão jovem. O texto é profundo, carregado de sentimentos e mais lembra palavras de alguém já muito experiente. Vivido mesmo! O dom de Clara é incrível! ... - Uma árvore? Deve ser chato ser uma árvore, Teo! Eu queria ser uma borboleta. Ela está sempre deixando tudo mais bonito. Antes é uma lagarta e depois que vira uma borboleta, com toda a graciosidade, morre em vinte e quatro horas. Mais vale um só dia intenso que uma longa vida mansa. ... Teo e Isabel são os personagens centrais da história. Já não são tão jovens, mas em pleno carnaval um acontecimento leva os amigos de infância de volta à antiga casa dela. Lá eles viveram seus melhores anos e agora Isabel quer rememorar aquele tempo. Teo não é sociável, não tem amigos, nem trabalho e gosta mesmo é de pintar... os outros. “Não retrato nada de mim, pois sou apenas essa casca oca sem nenhuma emoção maior.” Já Isabel é cheia de vida. “...aquela alegria, aquela segurança inabalável, aquele jeito de Isabel de sempre tocar a vida para a frente, não importando o que acontecesse. ...” A história toda é contada por Teo e muitas partes trazem emoção ao leitor. Eu me senti assim, maravilhada com toda a trama. Teo e Isabel ficam na casa para rememorar, mas também para descobrir, para se descobrirem. Em todas as palavras trocadas e olhares cúmplices está a promessa do romance, do amor. ... – Algumas coisas lançam a semente do amor dentro de nós. Como convivência, admiração. E outras coisas cultivam esas sementes, como carinho, companheirismo. Então logo sentimos brotar aquela flor, que cresce e fica mais viçosa e bonita. Mas é preciso cultivá-la, ela precisa de cuidados e de atenção, como todas as flores. Senão murcha e vira uma rosa seca dentro do coração. ... São apenas 143 páginas. Mas o prazer em lê-las é enorme. Além disso, a cada capítulo o livro é belamente ilustrado com desenhos feitos com carvão. Maravilhosa obra. Recomendado.
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