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    The Warriors - Os Selvagens da Noite

    Sol Yurick

    DarkSide® Books
    2015
    274 páginas
    9h 8m
    ISBN-13: 9788566636468
    Português Brasileiro
    3.4
    322 avaliações
    Leram440Lendo23Querem772Relendo1Abandonos18Resenhas33
    Favoritos30Desejados772Avaliaram322

    No livro, os guerreiros em questão são membros dos Dominators de Coney Island, acusados, injustamente, pelo assassinato do líder que tentava unificar as gangues. Jurados de morte, os Dominators não têm outra alternativa além de fugir, atravessando territórios inimigos sem nunca saber em que beco sombrio a Morte se esconde. Inspirado nos então chamados delinquentes juvenis que Sol Yurick conheceu de perto ao trabalhar como assistente social, os personagens são anti-heróis de carne osso, capazes de atos de bravura e covardia com igual intensidade. Um retrato fiel dos conflitos de jovens à margem da lei durante uma época de contestação social, conflitos raciais e revoluções criativas. Dos hippies ao hip-hop. De Tarantino à Armação Ilimitada. O cinema, os games, a música, a moda e a street art beberam dessa mesma fonte. É hora dos guerreiros originais reconquistarem seu território na cultura pop. Leia The Warriors e descubra por que esse romance, escrito há cinquenta anos, continua mais atual do que nunca.

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    Resenhas (33)Ver mais
    Vinícius Dias Villar picture
    Vinícius Dias Villar24/01/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    No geral, um livro okay.

    Se você viu essa capa e já se recordou de tê-la visto anteriormente, esse livro pode vir a ser uma grande nostalgia para você. Estou falando isso pois ele deu vida a um filme homônimo de 1979 que fez muito sucesso no mundo inteiro, incluindo o Brasil. De cara, um fato interessante, é que nesse caso em particular, o livro não teve grande impacto no seu lançamento, vindo a se popularizar apenas após a versão cinematográfica chegar às telas de todos os cinemas e televisões dos EUA. O livro foi escrito por Sol Yurick que, após se formar em literatura, trabalhou até o início dos anos 60 como assistente social. Nesse período teve bastante contato com delinquentes juvenis e foi com base nesses encontros que ele se inspirou para escrever essa estória. O livro acompanha um verdadeiro dia de cão de uma gangue ficcional de adolescentes conhecida como Dominadores. Toda a confusão começa quando eles aceitam um pedido de trégua e vão a um território neutro da cidade para encontrar as principais gangues e ouvir a proposta que um de seus líderes tinha para eles. Uma utopia que previa a união de todos como forma de subjugar toda a cidade em que se encontravam espalhados. O problema é que as várias guerras entre as gangues, o clima tenso, as diferenças ideológicas, o racismo, a xenofobia e, principalmente, o orgulho reunidos em um mesmo local, fizeram com que o sonho se tornasse pesadelo num piscar de olhos. Com a reunião dando errado, a trégua foi encerrada e os protagonistas se encontraram em território inimigo e sem proteção. Daí, meu camarada, é cada um por si e Deus por todos. Eles começam um processo de fuga e vão deixando rastros de violência por onde quer que passem. O livro é muito descritivo, e por conta disso, pode acabar sendo um pouco massante para o leitor. No geral, isso não me incomodou. Gostei da forma como a dualidade de um grupo criminoso de crianças/adolescentes e sua infantilidade/imaturidade foi colocada. Pelo núcleo em que cresceram e pelas experiências vivenciadas, acredito que não tinham sensibilidade pela gravidade dos crimes cometidos. No mesmo instante em que assassinavam e estupravam, eles brincavam e agiam como se nada tivesse acontecido. Outro ponto interessante é o quanto a masculinidade tóxica é retratada. Se não fosse por isso 90% dos problemas não aconteceriam. Não que isso seja algo exclusivo de jovens, mas acredito que nessa faixa etária é bem mais potencializado. Um outro ponto que chama a atenção é a forma como o autor consegue passar os sentimentos dos protagonistas para quem está lendo. Como nunca tive vivência em uma gangue, é difícil pra mim imaginar como uma simples volta no metrô, de madrugada, pode ser motivo de tamanha tensão, ou como o fato de mostrar fraqueza para os outros membros pode te colocar em uma situação de rebaixamento ou até desligamento. Essas sensações foram o que mais gostei no livro e o que me fizeram ficar preso a história. De ponto negativo eu diria que a parte dos estupros foi bem difícil de ler. Inclusive isso pode ser gatilho para algumas pessoas que já sofreram algum tipo de violência sexual. A forma como o autor coloca o ato, deixando claro que as mulheres abusadas, de alguma forma poderiam sentir prazer e curtir o que estava acontecendo é no mínimo escroto e mentiroso. A misoginia e a homofobia também são realidade em vários momentos da estória. Acredito que, por se passar no ano de 1960 com o patriarcado ainda muito forte e pouco questionado, além de um conservadorismo em relação à sexualidade, estes foram os responsáveis por dar tom ao livro. Ele foi lançado pela Editora Darkside e contém toda a qualidade esperada de um livro lançado por eles. Capa dura e edição bonita e bem trabalhada! A história não é perfeita, mas fez sentido pra mim, principalmente pensando na idade dos protagonistas. Levanta bastantes questionamentos, principalmente sobre o quão responsável uma família disfuncional é pela formação ou, no caso, não formação da personalidade de seus filhos. Como isso pode ter impacto nesses jovens, levando-os a buscar um sentimento de pertencimento a algo maior, como por exemplo, o crime organizado. Tendo isso tudo posto, diria que é um livro okay e que vale a leitura. Não é uma obra prima, mas me entreteve na última semana. Agora, pra finalizar, vou assistir ao filme e completar toda a experiência de acompanhar por um dia, toda a loucura na vida de um Dominador em fuga pela cidade de Nova York! Valeu!

    13 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 322
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas26%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas17%
    • 1 estrelas5%
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    Sol Yurick

    Sol Yurick tinha apenas 4 anos de idade quando a crise da bolsa de Nova York levou os Estados Unidos, e boa parte do mundo, à chamada Grande Depressão, em 1929. Ele serviu na Segunda Guerra Mundial e mais tarde trabalhou como assistente social. Para escrever seu romance de estreia, The Warriors, Yurick se inspirou no épico Anábase, de Xenofonte (Grécia, século III a.C.), além de suas próprias experiências nos guetos mais pobres de Nova York.

    1 Livro
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    Sol Yurick