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    Calibán y la bruja - Mujeres, cuerpo y acumulación originária

    Silvia Federici

    Traficantes de Sueños
    2011
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788496453517
    Espanhol
    4.5
    4 avaliações
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    De la emancipación de la servidumbre a las herejías subversivas, un hilo rojo recorre la historia de la transición del feudalismo al capitalismo. Todavía hoy expurgado de la gran mayoría de los manuales de historia, la imposición de los poderes del Estado y el nacimiento de esa formación social que acabaría por tomar el nombre de capitalimo no se produjeron sin el recurso a la violencia extrema. La acumulación originaria exigió la derrota de los movimientos urbanos y campesinos, que normalmente bajo la forma de herejía religiosa reivindicaron y pusieron en práctica diversos experimentos de vida comunal y reparto de riqueza. Su aniquilación abrió el camino a la formación del Estado moderno, la expropiación y cercado de las tierras comunes, la conquista y el expolio de América, la apertura del comercio de esclavos a gran escala y una guerra contra las formas de vida y las culturas populares que tomó a las mujeres como su principal objetivo. Al analizar la quema de brujas, Federici no sólo desentraña uno de los episodios más inefables de la historia moderna, sino el corazón de una poderosa dinámica de expropiación social dirigida sobre el cuerpo, los saberes y la reproducción de las mujeres. Esta obra es también el registro de unas voces imprevistas (las de los subalternos: Calibán y la bruja) que todavía hoy resuenan con fuerza en las luchas que resisten a la continua actualización de la violencia originaria. Silvia Federici es profesora en la Hofstra University de Nueva York. Militante feminista desde 1960, fue una de las principales animadoras de los debates internacionales sobre la condición y la remuneración del trabajo doméstico. Durante la década de 1980 trabajó varios años como profesora en Nigeria, donde fue testigo de la nueva oleada de ataques contra los bienes comunes. Ambas trayectorias confluyen en esta obra.

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    Natalia17/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A importância da caça às bruxas para o capitalismo

    O fenômeno da caça às bruxas ocorrido na idade média na europa era até recentemente estudado pelos historiadores como um momento histórico que nada influênciou ou teve haver com outros fatos. Como se esse acontecimento flutuasse sobre a linha do materialismo histórico sem fazer parte de sua concepção. Um fato isolado. Silvia Federici nos mostra que a perseguição de mulheres na europa e nas colônias foi um fator essêncial para a formação do capitalismo. A partir da implantação do medo e da desconfiança entre a classe trabalhadora a burguesia logrou criar a mulher como um "outro" perigoso para a sociedade e por isso passível de eliminação. Esta perseguição focada na imagem da bruxaria permitiu a eliminação destas que eram as que mais lutavam contra as atrocidades cometidas pela implantação do capitalismo. Ler este livro nos mostra como a divisão sexual do trabalho foi construída e como nós, mulheres fomos empurradas para o trabalho doméstico gratuito e desvalorizado. Este lugar não é nosso por natureza, fomos colocadas nele por meio de muito sangue, muita tortura e muita queima de mulheres.

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    Silvia Federici

    Silvia Federici é militante do feminismo marxista, nascida na cidade italiana de Parma em 1942, mudou-se para os Estados Unidos em 1967, onde foi co-fundadora do Coletivo Internacional Feminista (International Feminist Collective), participou da Campanha por um salário para o trabalho doméstico (Wages for Housework Campaign) e contribuiu com o Coletivo notas da meia-noite (Midnight Notes Collective). Durante os anos 1980 foi professora na Universidade de Port Harcourt, na Nigéria, onde acompanhou a organização feminista Mulheres na Nigéria (Women In Nigeria) e contribuiu para a criação do Comitê para a liberdade acadêmica na África ( Committee for Academic Freedom in Africa). Na Nigéria pôde ainda presenciar a implementação de uma série de ajustes estruturais patrocinada pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Mundial. Atualmente é professora emérita da Universidade de Hofstra, em Nova York. Além de Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva (Caliban and the Witch: Women, the Body and Primitive Accumulation), escreveu o livro Revolução em Ponto Zero: trabalho doméstico, reprodução e luta feminista (Revolution at Point Zero: Housework, Reproduction, and Feminist Struggle), inédito no Brasil, e possui inúmeros artigos sobre feminismo, colonialismo, globalização, trabalho precário, commons e outros temas correlatos.

    18 Livros
    176 Seguidores

    Silvia Federici