Confesso que gostei bastante do conto de J. Igor, ainda mais da grande sacada que ele fez em relação ao poema. O conto é sobre um autor de livros que, aparentemente, vendeu muitos livros no passado, mas que devido algumas mudanças de mercado, seus livros deixaram de vender. Ele toma a resolução de mudar o foco, deixar de escrever livros grandes, volumosos e elaborados, em detrimento de algo menor, com começo, meio e fim definidos. Tudo seria perfeito, se ele conseguisse de fato colocar algo no papel.
Mas este autor está terrivelmente bloqueado e não importa o quanto ele tente escrever, nada parece fluir para o papel e ele começa a ter pensamentos suicidas que o levam a escrever um poema que soa como uma carta de adeus.
Uma coisa muito legal do conto é que o poema lido de trás para frente traz um novo significado e alguns acontecimentos (bem como o poema) acabam mudando os rumos da história. Achei muito genial o que o autor fez, e um detalhe: o próprio título do conto é para ser apreciado de trás para frente. ;D