A Morte Tem Final Feliz

    Márcio Paschoal

    Inverso
    2015
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-13: 9788555400056
    Português Brasileiro

    Esta é a história de Plínio, candidato a escritor que não tem ainda certeza da sua escolha, e sua musa Eleonora, que não acredita no talento dele. Os dois alimentam um caso de amor e raiva, complementando-se em quase tudo. Ele, enfim, termina de escrever seu romance, cujo título, “A morte tem final feliz”, significa a maneira que encontrou de terminá-lo. Desafiando as expectativas, faz sucesso e muda por completo sua vida e das pessoas ao seu redor. Abordando temas conflitantes, como amor, solidão, sexualidade, morte e até a estranha lógica do mercado literário, este romance pleno de metalinguagem, humor e sátira demonstra como nosso cotidiano pode ser ao mesmo tempo dramático e risível.

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    Douglas Eraldo dos Santos26/02/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    10 Considerações sobre A Morte Tem Final Feliz, de Márcio Paschoal ou “só o senhor mesmo, Seu Plínio”

    1 – A Morte Tem Final Feliz é um romance de pretensões literárias deveras interessante com sua narrativa até certo ponto melancólica e pessimista em que o não acontecimento é a própria existência de seus personagens um bocado reais e não menos certeiros quando a questão é questionar a própria razão das coisas; 2 – Nele, numa “autonarração” em terceira pessoa intercalada com as vozes em primeira pessoa basicamente acompanhamos a fútil e sem sentido existência de Plínio, um pretenso escritor que anda a esmo pela vida e de um ego gigante ao mesmo tempo que suas nuances permite-nos pensar nele como um espertalhão que deliberadamente decide não “representar” os papéis estabelecidos pela sociedade; 3 – É que num primeiro instante podemos vê-lo como um personagem quixotesco embebido por seus próprios sonhos delirantes e megalomaníacos a “sonhar” com coisas distantes enquanto o resto das pessoas (ou quase todas) a sua volta seguem a rotina mundana de existência. Contudo, por mais que haja tudo isso nele, é inegável também que o sujeito vive a seu modo de maneira bastante consciente, e seu devanear dá-se portanto porque lhe permite a vida viver de tal modo, amparado e criticado pela família. De certa forma ele escancara “para que passar trabalho se não preciso” algo que dialoga bem com as recentes discussões a cerca da “geração nem nem”. Resenha completa no blog

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