O livro Aion, de C. G. Jung, assentou as bases para uma nova disciplina a que se pode chamar psico-história arquetípica, que se ocupa dos movimentos do inconsciente coletivo à medida que ele se evidencia por meio da história política e cultural. Neste estudo, o dr. Edinger se vale desse método para fundamentar algumas mudanças ocorridas no começo da era cristã. Dois mil anos atrás, a psique coletiva passou por uma mudança profunda, que apresenta paralelos notáveis em nossa época. Essa antiga reviravolta ensejou a morte e o renascimento da imagem vigente de Deus e há evidências de que o mesmo está ocorrendo atualmente. A Igreja e o Gnosticismo, em seus primórdios, são representados por duas figuras fundamentais: Paulo de Tarso e Simão Mago da Samaria. Este livro concentra-se primeiramente nas idéias dessas duas figuras e de seus discípulos. Os capítulos subseqüentes acompanham as duas correntes de pensamento que deles derivam: na linhagem da Igreja, Clemente de Alexandria, Orígenes, Tertuliano e Santo Agostinho; na vertente gnóstica, Márcion, Basilides, Valentino e Mani. O capítulo final faz um resumo de como essas questões continuaram a evoluir até hoje, e explica o seu sentido psicológico para as idéias individuais e contemporâneas na religião.
A Psique na Antiguidade - Gnosticismo e Primórdios da Cristandade
Edward F. Edinger
Cultrix
2000
224 páginas
7h 28m
ISBN-10: 8531606519
Português Brasileiro
Edições (1)
Ver maisEstatísticas
Avaliações
2.5 / 2- 5 estrelas0%
- 4 estrelas50%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas50%
