Um convento de freiras assassinas, uma duquesa ameaçada, uma disputa politica do ano de 1485, um bastardo que faria tudo para proteger sua irmã e a filha da morte. Isso é o que você vai encontrar no primeiro livro da série “O clã das Freiras Assassinas”.
Essa obra conta a vida de Ismae, em primeira pessoa ela narra como foi passar de uma mera menina excluída e humilhada de um camponês bruto para uma filha da própria morte, com habilidades notáveis de todos os tipos de artes mortais. Dotada com poderes singulares, Ismae consegue pressentir a morte, ser imune a qualquer tipo de veneno e se curar mais rápido do que os outros humanos.
Mas o foco da historia é a realidade e os conflitos de uma bretanha em 1400, uma duquesa criança de 12 anos que acaba de perder seu pai está a merce de barões que disputam por sua mão. Enviada para proteger a duquesa e consequentemente seu pais e suas crenças a noviça do convento mais peculiar que provavelmente irá ouvir falar é enviada.
Uma historia inteligente e perspicaz, nos mostra quase que fielmente a vida daquela época e as terríveis disputas que um reino pode se submeter. Traição e manipulação são tratadas de forma clara nessa longa historia, assim como politica e reinado. E apesar do esperado a leitura não pena no cérebro ou nos faz se cansar.
A obra de Robin LaFevers é boa, mas não perfeita. É um ótimo primeiro livro de série, os outros dois embora foram lançados nos EUA ainda não foram publicados pela editora V&R Brasil. E tem como objetivo narrar individualmente uma historia diferente. O que me cativa grandemente. Ou seja a historia é grande a linha temporal é longa, mas a autora o faz caber em 408 paginas de 1 só livro.
Os personagens são bem trabalhados, são vários, mas depois de adquirir o ritmo do livro vai se acostumar. É inteligente, uma ótima leitura de passa tempo, que vai enriquecer e lhe ensinar uma ou duas coisas sobre a morte.
O crescimento de Ismae é notável, suas atitudes são bem pensadas e não imaturas para a idade, o peso depositado por suas costas é grande mas ela acaba se mostrando capaz de suportar e lidar com mortes que cometeu, o que ganhou pontos no conceito do livro. Pois quando necessário ela mata e honra o titulo da série. Seu romance com visconde Duval é simples e não tem um peso grande na historia, é gostoso de ler o crescente amor entre os dois, mas não é tão simpatizante a ponto de tirar o foco do enredo principal.
Por fim, se simpatiza e se envolve em contos e historias medievais, entre de cabeça nesse romance.