Saga Resident Evil nos livros ganha um contorno mundial após a destruição da cidade de Raccoon relatada em "Nêmesis". Os conflitos entre os S.T.A.R.S e a Umbrella ganham um destaque maior na pele de personagens que, inicialmente, pareceriam secundários. É o caso da protagonista Claire Redfield.
Ainda em busca de seu irmão Chris, desaparecido após o primeiro incidente da mansão Arklay. Claire decide buscar nos computadores da Umbrella alguma informação sobre seu irmão e acaba parando na ilha Rockford, a propriedade restante do vasto império da família Ashford.
Para escapar dessa ilha, conta com a ajuda de Steve Burnside, um jovem que ficou preso na ilha. Tem a sua própria missão de vingança. E também contém o ingrediente vilanesco por parte dos "irmãos Ashford". Onde a missão de se vingar daqueles que fizeram Alfred Ashford perder o seu prestígio na corporação.
Basicamente, Resident Evil: Código Verônica, é tudo o que os seus predecessores desenharam como fórmula padrão na mídia "livros". Ação e suspense quase que ininterruptos, dois personagens que se ajudam e possuem uma certa empatia em seus dramas pessoais e, por fim, vilões. E esse livro, basicamente é sobre vilões.
Assim como o seu predecessor, Código Verônica tem, em seus vilões, a melhor parte da história. O que faz a leitura ganhar corpo e as paradas durante cada ato de suspense. Nesse sentido, o livro nos "apresenta" três vilões interessantes...
Alfred o herdeiro da família Ashford. E que diabos isso tem a ver com a história? Simples, os Ashfords eram co-fundadores da Umbrella, portanto, tinham direito sobre todos os lucros das experíências e da atividade de fachada da empresa (ramo farmacêutico). Então, como foi passado para trás, Alfred é quase como a Rainha da Inglaterra. Existe apenas para um "cargo decorativo" na empresa. Obviamente que isso não interessa para quem teve poder e quer continuar tendo, portanto, Alfred tem um plano e sempre que alguém disser isso, é sinal de que todas as coisas possíveis irão acontecer..
Com o papel de ser a "Rainha da Inglaterra" da Umbrella, ficou confinado a ilha Rockfort, criando experiências com o vírus e cuidando de sua irmã, Alexia, a gêmea gênio que era a chave e a arma para que os Ashford recuperassem seu orgulho e seu prestígio perante a organização. Já que seu pai "deixou" essa missão.
Alexia é uma gênia. Mais do que isso. Ela existe de verdade. Digo isso porque, em algum momento da história, dá a entender que o Alfred sofre algum tipo de múltiplas personalidades, mas não. Ela existe.
E ela é perigosa. Na outra resenha, eu disse que o Nêmesis era o vilão mais perigoso da série Resident Evil. De fato, até o momento, era. Alexia é uma vilã que, além de inteligente, conseguiu alinhar o seu DNA junto de uma evolução do T-vírus. O T-Verônica. E se transforma numa criatura encantadora e perigosa. Não possui as mesmas características do Nêmesis, mas é telecinética e controladora de mentes, o que a torna a mais perigosa, se comparado ao vilão anterior, já que ele era apenas uma máquina de matar...
Na leitura, dá para perceber o verdadeiro poder de Alexia quando ela se encontra com o outro vilão da história. Esse último não apareceu tanto até o momento, mas, era um dos autores do jogo por trás de toda a trama de Resident Evil, movimentando as correntes por trás das cortinas e, bom, hora de falar dele...
Albert Wesker pra quem leu o primeiro livro, é um nome familiar. Wesker era o líder da equipe alfa dos S.T.A.R.S e traiu sua equipe na mansão Arklay.
Com a destruição de Raccoon City e a Umbrella começando a entrar em colapso, Wesker, começou a agir por conta própria. A missão dele, basicamente é a de um mercenário. Conseguir uma amostra do T-Verônica para revender no mercado negro.
Aparentemente, ele não se importa com o destino da Umbrella, nem com o que é feito com o vírus malígno criado pela empresa.
Misturando todos os ingredientes de Resident Evil: Código Verônica, temos o mais do mesmo. Personagens cativantes e motivações loucas, criaturas inimagináveis e labirintos. Tais itens, embora sejam "fórmula batida" da saga literária de Resident Evil, mostram que é uma fórmula de sucesso.