Neste primeiro volume, Ikeda-sensei e um grupo de “budistas modernos” partem para o Havaí, Estados Unidos, Canadá e Brasil, no ano de 1960 para encontrar conterrâneos e praticantes budistas, visando expandir a organização social Soka Gakkai (Sociedade para Criação de Valores).
Tendo eu, vivido em um país estrangeiro, foi fácil assimilar muitas das narrativas em que as personagens se depararam com problemas de comunicação, localização e choques culturais nos territórios americanos.
A benevolência e serenidade de Ikeda-sensei para com as pessoas com quem se encontrava me deixou envergonhado, pois me recordei de situações semelhantes onde agi com muita arrogância e egoísmo.
Além disso, pouco antes da metade da jornada, Ikeda-sensei adoece, mas nāo desiste de seu empreendimento, pois muitos membros o aguardavam e haviam desprendido imenso esforço para se deslocarem até o encontro com o mestre.
O olhar poético sobre a paisagem de cada local que visitava, também me ajudou a resgatar o hábito de sentir admiração e gratidão pelos elementos que compõem o ambiente do dia-a-dia.
Quase ao fim, com um desfecho cirúrgico, há um momento narrado sobre os perigos da vaidade, do ego e da insatisfação.
Observei que o cerne do livro se concentra em orientações certeiras de que precisamos, nos esforçar para aprender o que é necessário, estudar e agir, de modo que jamais devemos alimentar uma fé irracional esperando que tudo vai acontecer.
Em suma, é necessário que nos tornemos o tipo de cidadão que manifesta e evidencia o seu pleno valor, de forma a conquistar a confiança das pessoas e assim contribuir para a construção de um mundo mais humano, mais justo e permeado por amor e harmonia entre as pessoas.
Esse primeiro volume foi, com certeza, uma tijolada na vidraça ilusória da minha vida.