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    Hinos Órficos: Perfumes -

    Oρφεύς

    Odysseus
    2015
    770 páginas
    1d 1h 40m
    ISBN-13: 9788578760373
    Português Brasileiro
    5
    10 avaliações
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    Esta é a primeira tradução para a língua portuguesa de uma obra prima da antiguidade tardia, a coletânea dos Hinos Órficos intitulada Perfumes, nome referente aos aromas com os quais se prescrevia incensar os deuses celebrados nos mistérios dionisíacos cuja instituição se atribuía a Orfeu. Este livro famoso, escrito, segundo os especialistas, entre o segundo e o quarto século de nossa era, numa cidade grega da Ásia Menor, tem fascinado muitas gerações. O interesse que suscita não se baseia apenas em sua beleza literária: esses poemas constituem um documento de extraordinária importância para os historiadores da religião, da cultura e do pensamento ocidental, em particular para quantos se interessam por suas fontes helênicas e greco-romanas. Além dos historiadores e dos estudiosos da literatura antiga, muitos sábios (filósofos e teólogos, entre outros) encontram nesta obra rica matéria para reflexão. Os hinos órficos aqui apresentados podem ser considerados joias da poesia e da mística pagã do Ocidente, um tesouro religioso cuja influencia sobre o cristianismo se impõe reconhecer. A tradução, feita diretamente do original grego, se acompanha de um alentado ensaio introdutório, de comentários e notas do helenista Ordep Serra.

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    Caio Lobo22/09/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Erudição pura

    Os Hinos Órficos são uma coletânea de poesias utilizadas em ritos dos adeptos dos mistérios órficos. Claro que a figura proeminente deste culto era o poeta, músico e mago mitológico chamado Orfeu. Como o símbolo de Orfeu era sua lira certamente os Hinos eram acompanhados de música. Orfeu estabeleceu culto a Apolo e Dionísio, principalmente a este último e os êxtases místicos eram sua marca. Mas os Hinos Órficos celebram muitos deuses de sua mitologia, que diferencia em muitos pontos dos mitos de Homero e Hesíodo. Há deuses desconhecidos do público leigo, como Melínoe, os Curetes e os Coribantes, Sabázio, Protógono, etc. O mais interessante nos hinos é que cada um acompanha a indicação de um incenso para ofertar ao deus, como de açafrão, olíbano, grãos turíferos, papoula, etc; por isso o tradutor colocou como subtítulo "Perfumes" e cada título de hino acompanha esse nome: Perfume de Zeus, Perfume de Atena, Perfume de Dionísio, etc. Como todo hino há aqui seu aspecto de louvor, mas há muito de filosofia, pois até a ordem dos hinos mostra una genealogia universal, desde a noite engedrando o céu e depois o Éter e a Natureza, passando pelos aspectos abstratos como a Justiça e Amor, até o último hino que é o fim, logo é à Morte. Com estes hinos se busca a teurgia, trazendo os deuses até nós para comunhão. O tradutor Ordep Serra fez um trabalho impecável e trouxe notas fundamentais de profunda erudição. Através de seu trabalho com inúmeras fontes de referência conheci particularidades de muitos mitos que me passaram desapercebidas, além dos mitos que numca havia ouvido falar. Este senhor certamente é um homem de inteligência rara, e a leitura de sua tradução é um honra. Como fiz essa resenha tarde da noite, com muito sono, deixo aqui justamente o hino ao deus Sono, em que se deve ser usado incenso de papoula: PERFUME DE SONO Incensório de papoula Sono, dos deuses senhor e dos humanos mortais, E de quantos viventes a terra latívia nutre, Solves preocupações, fadigas cessas, suave, Alívio santo facultas de todos os sofrimentos Tu só a todos dominas e sobrevéns a todos, Ó tu que enlaças os corpos com impalpáveis cadeias, E até a angústia da morte dissipas, poupando as almas, Irmão que tu és de Morte tal como de Esquecimento. Rogo-te, ó deus beato, que serenamente venhas Suave salvar os mistas por graça de obras divinas.

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    Orfeu

    Orfeu (em grego: Oρφεύς, transl.: Orphéus, pronúncia clássica: [or.pʰeú̯s]) era um músico, poeta e profeta lendário na religião grega antiga. "Aristóteles acreditava que Orfeu nunca existiu; mas para todos os outros escritores antigos ele era uma pessoa real, embora vivesse na antiguidade remota. A maioria deles acreditava que ele viveu várias gerações antes de Homero". Algumas fontes gregas antigas observam as origens trácias de Orfeu. As principais histórias sobre ele são centradas em sua habilidade de encantar todas as coisas vivas e até pedras com sua música (a cena usual nos mosaicos de Orfeu), sua tentativa de resgatar sua esposa Eurídice do submundo e sua morte nas mãos das mênades de Dioniso, que se cansou do luto de Orfeu por sua falecida esposa Eurídice. Como um arquétipo do cantor inspirado, Orfeu é uma das figuras mais significativas na recepção da mitologia clássica na cultura ocidental, retratada ou mencionada em inúmeras formas de arte e cultura popular, incluindo poesia, cinema, ópera, música e pintura. Para os gregos, Orfeu foi o fundador e profeta dos chamados mistérios "órficos". Ele foi creditado com a composição dos Hinos Órficos e das Argonáuticas órficas. Os santuários contendo supostas relíquias de Orfeu eram considerados oráculos

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    Orfeu