O que esperar de um quadrinho típico da preguiçosa e apelativa década de noventa, produzido em uma das grandes editoras, em um título que já estava, há muito, saturado.
Eu não demonizo nenhumas das características acima por si só, mas, aqui, infelizmente, temos um daqueles exemplos que tanto criaram raízes nas mentes dos ferrenhos críticos, com os quais aqui me vejo obrigado a concordar.
Com um traço que impacta, mas mais bagunça a narrativa e mascara defeitos com expressionismos artificiais, temos um enredo raso em desenvolvimentos, em complexidade e, o pior deles, em conceitos.
Uma obra que tinha muito potencial para explorar temas religiosos e messiânicos, que se insinuam e convidam os artistas, e nós mesmos, a mergulhar em tramas que mesclam, de maneira nada sutil, elementos daquele universo com o Velho e o Novo Testamento de uma forma simbiótica e amalgamada. Mas, infelizmente, isso não acontece, e só temos uma profunda castração criativa com ares de covardia editorial.