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    Os Franceses -

    Charles Baudelaire, Stendhal, Voltaire

    Hedra
    2015
    784 páginas
    1d 2h 8m
    ISBN-13: 9788577154135
    Português Brasileiro
    4.1
    13 avaliações
    Leram20Lendo3Querem92Relendo0Abandonos2Resenhas2
    Favoritos2Desejados92Avaliaram13

    A literatura francesa não cabe em um volume. Nem em vários. É preciso toda uma biblioteca. Mas muito do melhor dessa literatura cabe agora em suas mãos. Os franceses reúne textos de Voltaire, Rousseau, De Maistre, Stendhal, Balzac, Baudelaire, Mallarmé, Maupassant e Proust, em quase 800 páginas e tradução direta do francês. Em uma palavra, uma edição mémorable. A Revolução Francesa (1789) encerra definitivamente o Antigo Regime e, de certa forma, a longeva Idade Média. É na França, portanto, de modo ainda mais sensível do que na Inglaterra da Revolução Industrial, que o mundo ocidental encontra a face mais exuberante da modernidade. A França é a modernidade. A força da cultura francesa é a força da cultura moderna. Se a pintura, a escultura, a invenção da fotografia e do cinema são outras manifestações dessa condição, é na literatura desses autores, entre tantos outros, que o mundo moderno encontraria, pela primeira vez, a sua mais perfeita tradução.

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    Ludmila picture
    Ludmila27/11/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Excelente para conhecer autores. A grande maioria é de contos curtos e rápidos de ler.

    3 curtidas

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    4.1 / 13
    • 5 estrelas54%
    • 4 estrelas15%
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    • 1 estrelas0%
    Charles-Pierre Baudelaire profile picture

    Charles-Pierre Baudelaire

    Órfão de pai aos seis anos, Charles-Pierre Baudelaire viria a odiar o segundo marido da mãe, o general Jacques Aupick (mais tarde, esse sentimento inspiraria sua atitude rebelde em face das convenções sociais e dos temas frívolos na poesia). Após anos de desavenças com o padrasto, Baudelaire interrompeu os estudos em Lyon para fazer uma viagem à Índia. Na volta, participou da Revolução de 1848. Após esse período conturbado, passou a freqüentar a elite aristocrática. Envolveu-se com a atriz Marie Daubrun, a cortesã Apollonie Sabatier e a também atriz Jeanne Duval, uma mulata por quem se apaixonou e a quem dedicou o ciclo de poemas "Vênus Negra". Em 1847, lançou "La Fanfarlo", seu único romance (trata-se, mais propriamente, de uma novela autobiográfica). Dez anos depois, quando se publicaram "As Flores do Mal" ("Les Fleurs du Mal"), todos os envolvidos com o livro foram processados por obscenidade e blasfêmia. Além de pagarem multa, viram-se obrigados a retirar seis poemas do volume original (só publicado na integra em edições póstumas). Tanto "As Flores do Mal" como "Pequenos Poemas em Prosa" (póstumos, 1869) introduziram elementos novos na linguagem poética, fundindo opostos existenciais como o sublime e o grotesco. Entre seus ensaios, destaca-se "O Princípio Poético" (1876), em que fixa as bases de seu trabalho. Nos diários (também publicados postumamente), revela-se profético e radical contestador da civilização moderna. Literato que avançou as fronteiras dos costumes em sua época, Baudelaire lançou-se como crítico de arte no Salão de 1845, sempre buscando um princípio inspirador e coerente nas obras artísticas. ("Salão" era o nome pelo qual se conhecia a mais importante mostra anual da pintura e da escultura francesas.) De 1852 a 1865, Baudelaire traduziu os textos do poeta e contista norte-americano Edgar Allan Poe, por quem se entusiasmara já no final da década de 1840. Outro Baudelaire, o sifilítico e usuário de drogas, surge em "Os Paraísos Artificiais, Ópio e Haxixe" (1860), uma especulação sobre plantas alucinógenas, parcialmente inspirada pelas "Confissões de um Comedor de Ópio" (1821), do escritor inglês Thomas de Quincey. Há também obras de cunho intimista e confessional, como "Meu Coração Desnudo". Baudelaire foi um dos maiores poetas franceses de todos os tempos. Alguns o consideram um antecessor do parnasianismo, ou um romântico exacerbado. Pioneiro da linguagem moderna, impôs à realidade uma submissão lírica. Embora muito criticado, tinha entre seus admiradores homens como Victor Hugo, Gustave Flaubert, Arthur Rimbaud e Paul Verlaine. Dissipou seus bens na boemia e na jogatina parisienses. Mergulhado em dívidas, teve de resignar-se a medidas judiciárias tomadas pelos familiares, e um tutor foi nomeado para controlar-lhe os gastos. Seus últimos anos foram obscurecidos por doenças de origem nervosa. Após uma vida repleta de tribulações, Baudelaire morreu com apenas 46 anos, nos braços da mãe. Seu talento e seu intelecto só seriam totalmente reconhecidos depois. No século 20, tornou-se um ícone, influenciando direta e indiretamente toda a moderna poesia ocidental.

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    Charles-Pierre Baudelaire