Groo versus Conan

    Sérgio Aragonés

    Mythos
    2015
    140 páginas
    4h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    ESPADAS! ENCANTAMENTO! ESTUPIDEZ! O mais heroico e o mais imbecil dos guerreiros! A mais devastadora batalha! Dois homens. três espadas. um cérebro! Ou talvez possamos dizer, esbanjando toda a bondade que reside em nossos corações, um cérebro e meio! Conan da Ciméria é o mais destemido e admirável dos guerreiros; Groo, o Errante, o mais desmiolado e o menos admirável dos aventureiros. Portanto, só mesmo na mente alucinada de um monumental cartunista como SERGIO ARAGONÉS os rumos e as lâminas de dois espadachins tão díspares poderiam se cruzar! Enquanto o caridoso artista THOMAS YEATES, que ilustra as cenas do Conan, aceitou desonrar seu talento para ajudar Sergio a narrar visualmente a mais inusitada e acintosa das farsas. ou melhor, das batalhas. o corroteirista MARK EVANIER fez o que ele faz melhor (seja lá o que for) para tornar realidade um confronto que era o grande sonho dos admiradores do Groo. e o pior pesadelo dos fãs (notoriamente irascíveis) do memorável herói criado por ROBERT E. HOWARD. Será que o invencível Conan vai trucidar o Groo? Ou o igualmente invicto Groo é o primeiro e único bárbaro capaz de aniquilar o Cimério? Descubra nesta edição de luxo que a MYTHOS EDITORA - ignorando a pressão de howardianos radicais que ameaçavam cortar nossas cabeças - teve o atrevimento de trazer para as bancas e livrarias brasileiras. E ainda publicamos em capa dura para dificultar a ação daqueles que prometeram comprar exemplares só para rasgá-los e enviá-los triturados à Redação!

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    Luciano Luíz dos Santos06/09/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    GROO é meu personagem favorito no mundo das HQs. Lembro quando no início da década de 1990 ou fim de 80, um amigo me falou que tinha lido um gibi doentiamente engraçado. Com um personagem insuperavelmente estúpido e imbecil. Pois bem, na época eu tinha o costume de emprestar ou mesmo trocar quadrinhos. E foi aí que conheci o lendário GROO. Mas naquele tempo meu inglês era precário e eu pronunciava GRO ao em vez de GRU. Só me dei conta do meu erro quando as falas dos personagens coincidiam com a letra U e não O. Bem, vivendo e aprendendo. Era uma edição em formato grande, impressa em couchê (ou quase isso) com desenhos riquíssimos em detalhes. Tanto nos personagens quanto nos cenários. Era de uma coleção da Editora Abril chamada, Graphic Novels, onde diversos personagens conhecidos e desconhecidos tinham um tratamento especial no segmento do formato, desenhos e roteiros e também adaptações da Literatura Universal. As cores eram um deslumbre. Os desenhos tinham um nível extraordinário. Qualquer quadro era engraçado. Personagens belos e feios se mesclavam com facilidade. É possível ficar um bom tempo da vida olhando todos os detalhes minuciosos dos cenários. Foi ali, em a MORTE DE GROO que tive contato com este personagem magnífico. Acho que foi a primeira publicação no Brasil e poucos anos depois, a Abril lançou a série em formato americano com miolo em papel jornal. Era viciante. Um bárbaro que usa duas espadas e destrói exércitos, dragões e todos os tipos de inimigos com grande facilidade, pois ama as batalhas. Já contra magos ele tem dificuldade com magia... É apaixonado por queijo derretido e nem mesmo as mulheres conseguem ter domínio sobre ele devido a sua idiotice... Não existe homem (se é que é mesmo um homem, criatura, ser ou sei lá o que...) que se equipare a GROO em termos de burrice. Ele evolui a cada nova estória e se torna ainda mais mongo, bocó e divertido. Se ele entrar em um navio, a embarcação afunda. Se tentar arrumar um trabalho, vai acabar fazendo cagada. E claro, por causa disso e tudo o mais, seu nome é temido em todo o mundo e o sonho da Humanidade é a sua morte, pois assim a paz poderá reinar... E por isso existe uma edição especial com o nome de A MORTE DE GROO... A partir de determinado número da série, ganhou um companheiro, o cachorro RUFFERTO, que detém mais inteligência que GROO. Ou seja, algo fenomenal. Bem, GROO tem muitos apelidos dentro e fora dos quadrinhos. Um deles é Conan depois da Dengue. Pois GROO é uma paródia do CIMÉRIO. E CONAN quase todo mundo conhece. É um bárbaro que é exímio no uso da espada, salva donzelas, derrota todos os inimigos que surgirem, não importando quem sejam e blá, blá, blá... Eu nunca li os gibis do CONAN, não me interessei... Vez ou outra via na banca, mas realmente não tinha vontade de ler suas aventuras... No cinema foi imortalizado pelo Xuazenéguer (ou Schwarzenegger para os íntimos) em CONAN - O BÁRBARO e CONAN - O DESTRUIDOR. Mas, o universo dos quadrinhos (assim como dos games) tem algo que se tornou fundamental ao longo das décadas. Os crossovers. A fusão de universos diferentes. Como colocar HOMEM-ARANHA e SUPERMAN na mesma aventura. BATMAN e SPAWN. MARVEL vs DC. X-MEN vs STREET FIGHTER, SNK vs CAPCOM e outros tantos. Mas, como seria uma batalha entre CONAN e GROO?! A resposta está em um volume de 140 páginas (na verdade, são 104 páginas. Pois o restante são algumas páginas de tirinhas do RUFFERTO - muito boas - e diversas páginas em preto e branco pra conferir como é sem a pintura e mais umas 5 de propaganda da Editora Mythos), papel couchê, capa dura e a fusão de desenhos reais, sérios, com os cartuns alucinantes do universo cheiro de zoeira... Porém, não é tão somente colocar os dois trocando golpes de espada, mas sim, uma ótima estória que se desenvolve em três (isso mesmo, três) universos. Se você é fã do CONAN, talvez seja melhor passar longe, pois GROO humilha o gigante da Ciméria aos latidos de alegria de RUFFERTO. Se for fã de GROO, vai ficar puto com as bordoadas de CONAN no retardado e vai chegar a derramar lágrimas ao ver o desespero de RUFFERTO... Mas se for fã dos dois vai amar do início ao fim. E se não conhece nenhum, bem, aí eu não sei... O roteiro é impecável e a fusão dos mundos ficou perfeita. CONAN traz a seriedade e GROO a bobagem. Afinal, como diz GROO: - Groo faz o que Groo faz melhor! E faz mesmo. Essa edição é mais do que recomendada. Uma verdadeira joia rara da Arte Sequencial. Nota: 10 L. L. Santos

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