Abri-me para o novo, mergulhando num oceano de intenções, me explorando, me reconhecendo e me permitindo viver o encontro com o que eu sou, sem disfarces. Depois de 49 anos de vida, totalmente sem controle sobre mim mesma, deixei de lado a sensação de que poderia estar indo longe demais. Literalmente, passei do limite, me invadindo de uma forma intensa. Iniciei o exercício de escrever solto, sem nenhum estilo definido, somente respondendo aos apelos da alma, expressando minha individualidade, meu próprio estilo. A forma foi surgindo espontaneamente, revelando o avesso, invertendo o dentro e o fora, mostrando uma face até então oculta. E foi nesse momento-limite que me encontrei com a vital necessidade de organizar um caminho que possa colaborar para a compreensão de uma velhice com serenidade, em busca, cada vez mais, do simples e do natural.
