Nesta Edição: # A Revolução Cantada: Como a explosão na produção de música sobre política embalou o movimento de 1930 que mudou o Brasil # Primeiro Crime Homofóbico Brasileiro # Livrarias Fabulosas Pelo Mundo # Quem Foi Madame Tussad # A História Do Calendário
Aventuras na História Nº 146 (Setembro de 2015) - A Revolução Cantada
não informado
A edição não é das mais instigantes, mas tem algumas coisas curiosas. - A revolução cantada: trata da musica como ferramenta crítica da política e sociedade, aspecto característico e histórico, mas que se intensificou a partir dos anos 30. Período que projetou a era do rádio e trouxe melhorias na indústria fonográfica. Interessante ver a história por olhares não convencionais, ponto que questiono com um amigo historiador por não ter uma visão mais atenciosa às artes (especialmente literatura) e saber popular, onde tudo é influenciável em resposta ao cotidiano, seja fictício, tendencioso a modismo, exagerado, manobrado ou equivocado. Penso que a história se revela também nisso, como se vê na reportagem sobre a música e seu contexto. - A seção "Viagem com História" mostra a cidade de Berlim. Acompanho essa parte com visualização dos lugares citados no google imagens. O que me chamou mais a atenção foi a catedral de São Hedwig, a primeira igreja católica construída na cidade após a Reforma Protestante. Isso mostra uma história de tolerância, algo em que a igreja e nação foi se perdendo, como vimos nas duas guerras (mas não exclusiva ao país e período). - Falando de intolerância, aterradora a reportagem "Amor de índio" que conta o primeiro crime homofóbico no Brasil. O extremismo é agravante sempre nesse tema, de ambos os lados. - Legal também a lista das bibliotecas mais impressionantes e mais uma vez a visualização no google imagens impressiona. A Biblioteca Lello & Irmão, de Portugal, é realmente uma maravilha e suas escadarias foram inspiração para cenários de filmes. Rapaz, o Brasil disputa cada coisa com los hermanos e em alguns aspectos de grande representatividade perdemos de goleada, não que também não tenhamos. Preferia que tivéssemos uma biblioteca como a de El Ateneo (considerada a mais bonita da América Latina) do que 10 estádios padrão FIFA. Também é curiosa a história relacionada a algumas bibliotecas, como a de Marga Schoeller na Alemanha, que recusava a divulgar literatura da propaganda nazista e preservou livros considerados proibidos pelo governo totalitário, claro, no cotidiano informal. - A obra "Escola de Atenas" também é repleta de mensagens para se descobrir e associar ao contexto de sua projeção. Curto muito essa seção de raio X em obras de arte. Foi o que vi com mais interesse.
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