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    Contos de Estimação (Literatura em Minha Casa #2) - Seleção e Apresentação: Marisa Lajolo

    Erico Verissimo, Marisa Lajolo, Sylvia Orthof, Sílvia Orthof

    Objetiva
    2002
    47 páginas
    1h 34m
    ISBN-10: 8573024585
    Português Brasileiro
    3.8
    93 avaliações
    Leram199Lendo9Querem56Relendo3Abandonos2Resenhas5
    Favoritos5Desejados56Avaliaram93

    Contos de Estimação compõe-se de cinco contos nos quais os animais assemelham-se às pessoas, com seus medos, problemas e preocupações cotidianas. Sabe por que as histórias reunidas neste livro foram chamadas de "contos de estimação"? Porque em todas elas aparecem bichos - e quase todo mundo tem, teve ou ainda vai ter um bichinho de estimação. Qual é o seu? Na nossa imaginação os bichos podem falar, agir e sentir como se fossem pessoas. É o caso dos três porquinhos que vão ao cinema, do primeiro gato que veio morar no Brasil, do cachorro que queria ter um dono e da galinha - que não queria ser dona de ninguém, a não ser da sua própria vida. Você vai se divertir com eles. E cuidar muito bem deste livro de estimação. Mudanças no Galinheiro Mudam as Coisas por Inteiro é assim: certo dia, o Sol amanheceu muito doente e pediu à Lua que o substituísse em seu trabalho. Essa pequena alteração produziu imediatamente uma grande confusão. Só para se ter uma idéia, o leiteiro se atrapalhou todo e o galo não cantou naquela manhã. Ah, quer saber quem fez o trabalho do galo? Sua companheira, a galinha, que teve de aprender a cantar às pressas. A maluquice daquele dia seguiu com força total, pois o ajudante da Lua o Dragão , resolveu ir embora, chamando-a de gorda. A Lua, que realmente estava redonda, começou a fazer ginástica. Mais do que isso, decidiu cobrar o dia de trabalho do Sol. O Sol que não era nada bobo , ao saber das novas idéias, ficou bom na hora, voltando a trabalhar, só que tarde demais, afinal... mudanças no galinheiro mudam as coisas por inteiro. A Onça e o Bode tiveram a mesma idéia (e ao mesmo tempo): resolveram construir uma casa. Cada um começou o trabalho sem saber da intenção do outro. Ingenuamente, ambos ergueram a casa no mesmo lugar. Quando a casa ficou pronta, descobriram o que ocorreu. Sem outra alternativa, acabaram morando juntos. Um dia, a onça saiu para buscar comida e voltou com um bode morto, a fim de intimidar o colega. Em seguida, foi a vez do bode, que usou de sua esperteza e conseguiu capturar uma onça. O medo daquela convivência foi aumentando de tal maneira, e dia-a-dia, que os dois tiveram, mais uma vez, a mesma idéia (e ao mesmo tempo): correr bravamente cada um para o seu lado. Em Os Três Porquinhos Pobres temos a história de Salsicha, Sabugo e Lingüicinha, que viviam tristes no quintal de uma casa, junto com outros animais, até que resolvem fugir. Eles acabam encontrando um cinema e decidem assistir ao filme As Aventuras dos Três Leitõezinhos. Depois seguem caminho em busca de aventuras, porém, são capturados pela polícia da floresta. Ficam presos com um tatu, que havia tempos planejava a fuga da cadeia. Ao anoitecer, fogem, voltando para a mata. Passam por festa de cobras, de sapos... até encontrarem pelo caminho uma menina que colhia flores. Acham que ela era a menina do filme que haviam assistido Chapeuzinho Vermelho , e, pensando em ajudá-la, resolvem segui-la até sua casa. Sem saber, estavam se metendo numa tremenda confusão. Confundem a avó da menina com o lobo. E só não foram maltratados porque aceitaram morar no chiqueiro do avô da menina. Lá vivem felizes até hoje, pelo menos enquanto não chega o Natal... Sarnento, Pulguento, Magrinho, Uma Graça!. Esta é a comovente história do cachorrinho vira-lata chamado Jonas que vive à procura de um amigo. O bicho botou na cabeça que ia encontrar um dono, sem desanimar diante das dificuldades encontradas pelo caminho. Um dia, ao passar por um portão de escola, encontrou Luísa, que justamente queria encontrar um cachorrinho como Jonas. O amor dos dois foi alvo de muitas críticas vindas dos colegas de Luísa, que não se conformaram com aquele encontro. Infelizmente, nem todo mundo sabe que o verbo querer fica melhor em dupla. Um querendo de lá, outro querendo de cá, viram dois que se completam. Pena que gente seja bicho tão complicado, pensa demais de vez em quando. Chico e Manuela: Chico é um gato viajado e espertíssimo que chegou ao Brasil com Pedro Álvares Cabral. O bichano gostou tanto daqui que resolveu não mais retornar à Europa. Encontrou uma linda gata maracajá, nativa da ilha, docemente selvagem e tão feliz quanto aqueles homens pintados de vermelho que moravam na nova terra. Chico chamou-a de Manuela, em homenagem ao rei de Portugal, e descobriu que sua missão seria povoar a ilha de Vera Cruz com os filhotes do casal Chico e Manuela. Essa história, provavelmente, Pero Vaz não registrou na famosa carta.

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    Resenhas (5)Ver mais
    Samara de Lima picture
    Samara de Lima03/07/2017Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Mudanças no galinheiro mudam as coisas por inteiro

    Mais um livro encontrado, esses livrinhos representam a minha infância, mais ou menos quando ainda não tinha 13 anos, que foi quando mudei o foco dos livros. Fico tentando lembrar desses livros, o "Literatura em minha casa", na época lia apenas eles, talvez por ter preconceito com livros grandes (risos), eles eram a minha companhia de leitura. Espero lembrar de outros, na época achava esses contos de animais muito divertido.

    3 curtidas

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    3.8 / 93
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas42%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas3%
    Erico Lopes Verissimo profile picture

    Erico Lopes Verissimo

    Erico Lopes Verissimo (1905 - 1975), nascido em Cruz Alta (RS), foi um escritor brasileiro. Com uma prosa simples e de fácil leitura, tornou-se um dos escritores mais populares da literatura brasileira. Em 1932, publicou seu primeiro livro, ‘Fantoches’, e em 1938 obteve sucesso com o romance ‘Olhai os Lírios do Campo’, que lhe deu projeção nacional como escritor. "Posso afirmar que só depois do aparecimento de 'Olhai os Lírios do Campo' é que pude fazer profissão da literatura". Seu trabalho mais conhecido, todavia, é a trilogia ‘O Tempo e o Vento’, publicada entre 1949 e 1962. Trata-se de um romance histórico que se situa em diversos momentos da história do Rio Grande do Sul. Embora não possuísse diploma de curso superior, Verissimo lecionou literatura brasileira nos Estados Unidos e foi diretor de revistas. Em 1971, lançou ‘Incidente em Antares’, uma obra crítica ao regime militar brasileiro. Na periodização literária, Verissimo pode ser enquadrado na segunda fase do modernismo no Brasil, caracterizado pelos romances regionalistas. Verissimo retratou em suas obras aspectos sociais, políticos e históricos do Rio Grande do Sul. Seus romances são marcados pela abordagem realista dos personagens e da sociedade, explorando temáticas como as desigualdades sociais, as relações familiares, o contexto político e as transformações históricas. Um dos principais aspectos de sua escrita é a capacidade de retratar a psicologia dos personagens, explorando suas motivações, dilemas e conflitos internos. Além disso, Verissimo demonstra sensibilidade ao retratar o cotidiano, a vida simples e os dramas humanos. Verissimo também escreveu obras em outros gêneros, como ficção didática (Viagem à Aurora do Mundo), literatura infantil (Os Três Porquinhos Pobres) e uma autobiografia (Solo de Clarineta). CONTOS Fantoches – 1932 Chico – 1932 As mãos de meu filho – 1942 O ataque – 1958 Outros contos – 1972 ‘Os devaneios do general’ ‘O navio das sombras’ Galeria fosca – 1987 ROMANCES Clarissa – 1933 Caminhos cruzados – 1935 Música ao longe – 1936 Um lugar ao sol – 1936 Olhai os lírios do campo – 1938 Saga – 1940 O resto é silêncio – 1943 O tempo e o vento (1ª parte) — O continente – 1949 O tempo e o vento (2ª parte) — O retrato – 1951 O tempo e o vento (3ª parte) — O arquipélago – 1962 O Senhor Embaixador – 1965 O prisioneiro – 1967 Incidente em Antares – 1971 LITERATURA INFANTOJUVENIL A vida de Joana d'Arc – 1935 As aventuras do avião vermelho – 1936 Os três porquinhos pobres – 1936 Rosa Maria no castelo encantado – 1936 Meu ABC – 1936 As aventuras de Tibicuera – 1937 O urso com música na barriga – 1938 A vida do elefante Basílio – 1939 Outra vez os três porquinhos – 1939 Viagem à aurora do mundo – 1939 Aventuras no mundo da higiene – 1939 Gente e bichos – 1956 NARRATIVAS DE VIAGENS Gato preto em campo de neve – 1941 A volta do gato preto – 1946 México – 1957 Israel em abril – 1969 AUTOBIOGRAFIAS O escritor diante do espelho – 1966 (em ‘Ficção Completa’) Solo de clarineta – Memórias (1º volume) – 1973 Solo de clarineta – Memórias 2 – 1976 (ed. póstuma, organizada por Flávio L. Chaves) ENSAIOS Brazilian Literature – an Outline – 1945 Mundo velho sem porteira – 1973 Breve história da literatura brasileira – 1995 (tradução de Maria da Glória Bordini) BIOGRAFIA Um certo Henrique Bertaso – 1972 COMPILAÇÕES Suas obras foram compiladas em três ocasiões: Obras de Érico Veríssimo – 1956 (17 volumes) Obras completas – 1961 (10 volumes) Ficção completa – 1966 (5 volumes)

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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Erico Lopes Verissimo