Diagnósticos sem anamneses, prescrições surpreendentes, cirurgias com corte sem anestesia ou assepsia e, no entanto, sem dor, infecções ou complicações cirúrgicas e com alto relato de eficácia. Dois processos e duas condenações por curandeirismo e exercício ilegal da Medicina. Um trabalho gratuito, de amor e caridade, por vinte e um anos. A autora apresenta fatos e memórias, pois participou de perto e acompanhou por treze anos um dos maiores fenômenos mediúnicos do Brasil e do mundo: José Pedro de Freitas ou, mais popularmente, Zé Arigó, através do qual atuavam o espírito alemão Dr. Fritz e sua equipe, realizando curas e prodígios dignos de nota por cientistas, médicos, juristas e, sobretudo, pelo povo simples que acorria de toda parte, em busca de socorro para o corpo e a alma. Conheça o fenômeno e tire suas próprias conclusões.
Cirurgias Espirituais - de José Arigó
Leida Lúcia de Oliveira
O mesmo é uma biografia do famoso médium de cura de Congonhas e foi escrito por quem conviveu com ele, praticamente, desde o começo dos seus trabalhos espirituais. Leida Lúcia de Oliveira foi uma das auxiliares de confiança de Zé Arigó e esteve presente até o fim da sua vida terrena e depois desmitificando algumas questões também. Sendo assim e, ao todo, o livro possui 19 capítulos com vários subtópicos dentro, mais a apresentação, introdução e epilógos. Com isso, a obra inicia com o surgimento da mediunidade e depois passa para primeira cirurgia e primeiras curas, Doutor Fritz e o receituário mediúnico, afinidade entre espírito e médium e a preparação de Arigó para o trabalho. Depois discorre sobre os tópicos dos atendimentos espirituais de forma geral como por exemplo, como funcionava o atendimento, a não permissão de ninguém morrer no Centro Espíritas, a lei de causa e efeito e as curas instantâneas e também a mediunidade de materialização. Já a partir do 7º capítulo é mostrado sobre as repercussões no exterior do trabalho do mesmo e segue com as investigações da mediunidade de Arigó, a perseguição religiosa, Arigó perante a justiça, libertação, curas da alma e as espetaculares. No capítulo 14 são colocados depoimentos dos médicos terrenos e depois com a repercussão na Alemanha em função do Doutor Fritz, Arigó diante da ciência, curas paranormais, o desencarne de Zé Arigó e as considerações finais. Por fim, no epílogo é comentado sobre as cirurgias e curas espirituais de uma forma geral pelas palavras de Allan Kardec na codificação espírita e o que promove a cura. Durante toda a narrativa, a autora vai discorrendo sobre fatos já bastante conhecidos do grande público e também de eventos onde a mesma esteve presente, principalmente nas cirurgias e na vida íntima do médium. Inclusive, entre os capítulos, Leida vai colocando fotos do seu arquivo pessoal de Zé Arigó trabalhando e também com outras personalidades da Doutrina Espírita como Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco. Além disso, vai colocando igualmente trechos de outras biografias já feitas de Arigó como do John Fuller e tantos outros que não se faz nem ideia. Tirando a história do médium, uma parte que merece super, master, ultra ser comentada é a diagramação do livro. É uma obra que te faz querer ler somente em formato físico por causa do belíssimo design. Fotos em tamanhos grandes, divisão dos capítulos muito bonita e bem desenhada, QR Code nas pontas do texto que leva a vídeos explicativos no Youtube e também as notas de rodapé super bem explicadas. O texto é denso, porém, de fácil entendimento e a leitura é truncada por causa da riqueza de detalhes e questões espirituais a serem refletidas. Um exemplo é a explicitação de como Zé Arigó foi teimoso em muitos momentos, o que acaba deixando no ar o que teria sido dele, da mediunidade de cura e as cirurgias espirituais se ele tivesse ouvido, concordado com todas as proibições e se tivesse estudado um pouco das questões mediúnicas e espirituais como um todo também. Teria sido um novo Chico Xavier ou um novo João de Deus? Eis a questão. Porque, por aqui fica nítido a sensação de: Putz! Não precisava ter chego a esse ponto, pois era só .ter estudado e dado uma segurada, entendido e sabido que, dependendo, pode-se ganhar mais alguns anos de vida ou não e não ter batido de frente por ego e vaidade em algumas situações. Para quem viu o filme O Predestinado e já leu alguma outra biografia sobre Zé Arigó não tem muita novidade, só se torna o melhor livro sobre o mesmo pela questão proximidade real oficial. Os outros são mais técnicos e esse acaba se tornando um livro de memórias de alguém que trabalhou com ele. Bastante interessante, não é mesmo!?
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