Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores102
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Da Educação das Crianças

    Plutarco

    Edipro
    2015
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9788572839075
    Português Brasileiro
    3.5
    22 avaliações
    Leram36Lendo5Querem61Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados61Avaliaram22

    Um verdadeiro tratado sobre educação, que permanece tão atual quanto nos tempos em que fora escrito. A utilidade da presente obra é inegável, pois tem como tema central a educação dos filhos. Nela, Plutarco versa sobre como os pais devem se preocupar com a formação de seus filhos desde a concepção até sua educação na adolescência. Para tanto, o homem deve procurar uma mulher de boa origem, que deve gerar e amamentar o seu filho para o bom crescimento da criança. Quando a criança atingir a idade de sete anos, os pais devem procurar um bom professor que assegure a educação de seu filho dentro dos preceitos da educação grega, como o aprendizado das letras, da música, da ginástica, da retórica e da filosofia. Além disso, os pais devem atuar como modelos comportamentais para o seu filho.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Tiago Nunes Braz picture
    Tiago Nunes Braz07/02/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Da Educação das Crianças, de Plutarco

    "[...] a ferramenta da educação é o uso dos livros, porque se observa o conhecimento a partir da fonte." Um dos vários ensaios de Plutarco sobre questões morais, Da Educação das Crianças mostra o ponto de vista grego sobre o assunto. Considerado um apócrifo (provavelmente anotações de um aluno do suposto autor), o livro é pequeno, mas permite-nos uma visão geral de como os antigos gregos viam este "problema" - qual a melhor maneira de educar seu filho. Há passagens interessantes, particularmente no tocante à virtude e à construção desta, relacionando-a com uma educação de qualidade. Demonstra como a virtude é formada pela natureza do homem, pela razão (o aprendizado) e o costume (o modo de viver?), e cada parte tem papel fundamental para que a criança cresça de forma virtuosa: "A natureza sem estudo é cega, a lição sem a natureza é insuficiente e o exercício sem ambos é incompleto". Tais fatores são influenciados tanto pela origem - a concepção -, pela criação dos pais e pela educação e instrução formais, por meio de professores. E, é claro, Plutarco discorre em seu livro por cada um destes fatores. Considerando ser um livro de I d.C., é óbvio que terão passagens que até mesmo nos causam asco, vistas com nossos olhos do século XXI. Duas mais "gritantes" são uma em que o autor é ambivalente quanto a permitir a convivência das crianças com "amantes" delas (pederastia, pelo que entendi) e outra na qual visivelmente é contra o convívio das crianças com homens negros. Cabe ao leitor ter maturidade suficiente para dar-se conta que tais passagens meramente refletem o pensamento vigente na época, filtrá-las e usufruir das informações que podem ser úteis para ele. Por fim, uma das partes do livro que mais me chamaram a atenção foi o modo como Plutarco recomenda lidar com os erros dos filhos: não com pancadas, não com maus-tratos, mas com compreensão, tolerando (ao menos alguns) de seus erros. Argumenta que os pais devem refletir sobre a época em que eles mesmos eram jovens, sobre os erros que cometeram, para que possam fazer vista grossa a algumas das inevitáveis falhas dos filhos. Não todas, obviamente, mas recomenda um equilíbrio: "devem os pais misturar a severidade dos condenadores com a complacência, ora permitir os desejos das crianças e soltar suas rédeas, ora de novo resistir-lhes, sobretudo, suportar com bom humor os seus erros".

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.5 / 22
    • 5 estrelas18%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas36%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas9%
    Lúcio Méstrio Plutarco  profile picture

    Lúcio Méstrio Plutarco

    Plutarco (em grego clássico: Πλούταρχος; transl.: Ploútarkhos, IPA: [plŭːtarkʰos]) ou Lúcio Méstrio Plutarco (em latim: Lucius Mestrius Plutarchus[nota 1] (em grego, Λούκιος Μέστριος Πλούταρχος), ca. 46 d.C. – 120 d.C., foi um historiador, biógrafo, ensaísta e filósofo médio platônico grego, conhecido principalmente por suas obras Vidas Paralelas e Morália. Pertencente a uma família proeminente, nasceu em Queroneia, na Beócia, a cerca de 30 quilômetros a leste de Delfos. Viajou pela Ásia e pelo Egito, viveu algum tempo em Roma e foi sacerdote de Apolo em Delfos em 95. O seu enorme prestígio valeu-lhe a obtenção de direitos de cidadão em Delfos, Atenas e mesmo em Roma (Mestrius Plutarchus). Estudou matemática e filosofia na Academia de Atenas sob Amônio de Atenas de 66 a 67. Após concluir sua educação, visitou o Egito. A "sabedoria dos egípcios" sempre fascinou os gregos e, neste período, Alexandria, com sua famosa biblioteca, era um importante centro da atividade intelectual grega. O evento mais importante de sua vida, é sem dúvida quando viajou para a Itália e para Roma, onde aprendeu um pouco de latim. Em Roma, pesquisou sobre antiguidades e lecionou filosofia e outros assuntos. Muitas dessas aulas foram depois refeitas por ele em vários pequenos tratados, sobre vários assuntos sob o título de Morália. Em algum momento, Plutarco assumiu cidadania romana. Como evidenciado por seu novo nome, Lúcio Méstrio Plutarco, o seu patrocinador para a cidadania era Lúcio Méstrio Floro, um cônsul romano de quem Plutarco também usou como uma fonte histórica para seu escrito A vida de Oto. Plutarco morreu entre os anos 119 e 120[6] em Delfos. Há uma reconstituição da biografia de Plutarco a partir de seus escritos na Introdução do volume: Plutarco. "Da Malícia de Heródoto" (edição bilíngue). Estudo, tradução e notas de Maria Aparecida de Oliveira Silva. São Paulo: Edusp/Fapesp, 2013. Além de suas funções como sacerdote do Templo de Delfos, Plutarco também foi um magistrado em Queroneia e representou sua pátria em várias missões em países estrangeiros. Plutarco ocupava o cargo de arconte em seu município natal, provavelmente, apenas um projeto anual que, provavelmente, serviu mais de uma vez. Ele ocupou-se com todos os pequenos assuntos da cidade e realizava até as mais humildes tarefas. Os primeiros trabalhos biográficos escritos por Plutarco eram as vidas dos imperadores romanos, de Augusto a Vitélio. Destas, restaram apenas as Vidas de Galba e Otão. Das obras A Vida de Tibério e A Vida de Nero existem apenas fragmentos, fornecidos por Damáscio (A Vida de Tibério, cf. em sua obra Vida de Isidoro) e pelo próprio Plutarco (Vida de Nero, cf. Galba 2.1), respectivamente. Estes primeiras biografias dos imperadores foram provavelmente publicadas sob a Dinastia dos Flávios, ou durante o reinado de Nerva (r. 96–98).

    73 Livros
    45 Seguidores

    Lúcio Méstrio Plutarco