Vivemos em um momento que ocorre quase uma sacralização do animal, uma mistificação de seus sentimentos. Não que ele não tenha seu valor ou sua sabedoria, mas saímos de uma visão antropocêntrica e fomos para uma completamente oposta – necessária, creio eu, em um primeiro momento, e que tenderá a um equilíbrio futuro.
A frase em destaque descreve o conceito que o livro traz, tal obra tem uma linguagem sucinta embora com uma abordagem mais acadêmica e retrata as variantes dos animas e de seus tutores.
O autor explica como o animal faz parte do convívio social do homem e como esse papel pode ocasionar diversas trocas, positivas ou negativas, fruto desse relacionamento. O mesmo aborda que morfologicamente (inconscientemente) esse animal esta interligado com seu tutor mesmo quando não estão no mesmo ambiente, além desse elo se estender a outras áreas, como por exemplo, as emocionais.
Durante toda a narrativa o autor evidencia os campos de estudo e utiliza de autores conceituados para exemplificar e confirmar suas teorias, o mesmo não diz nada absurdo, ao contrário, retrata como o homem transformou a paisagem com o passar dos anos e isso também se evidência na domesticação dos animais. Tudo que vivenciamos é desencadeado, geralmente, por alguns sentimentos, situações ou ação, e os animais, principalmente gatos e cachorros, captam essas emoções e as refletem de alguma forma. A partir desse momento entendemos a importância do veterinário evoluir e buscar respostas para algumas dessas situações, pois a homeopatia em alguns casos ajuda os tutores, veterinários e os animais identificarem o que desencadeou determinada doença, além de facilitar a busca pela cura.
Por isso o mesmo ressalta o perigo de se exigir desses bichinhos que assuma “personagens”* dentro dos núcleos familiares, essa responsabilidade de humanização acaba sobrecarregando esses animais, fazendo com que os mesmos percam os instintos característicos da sua espécie e os prejudicando em alguns aspectos.
Enfim, de forma simples e fácil o autor evidencia o que capitalismo e a globalização (mercados interessados nesse assunto) demandam, ou seja, que os tutores acabam entrando nesse “estilo” de vida, comprando para esses animais artigos que não fazem parte da sua natureza e os submetendo a se adequar aos seus “donos”; cada vez mais tendo suas personalidades moldadas para se parecerem com o homem.
De fato, os animais são como mata-borrão ou uma esponja que absorve as energias do ambiente ou dos seus tutores e somatizam em seu corpo toda a sorte de influências “negativas”.
*Personagem = Quando os donos o substituem e/ou tratam os animais como filhos.