Como eu já conhecia Margarete por suas poesias, fui com bastante sede ao pote para ler essa prosa. Qual foi minha decepção ao não ser cativada por ela. Tinha esperança de que por ser uma obra potiguar eu iria gostar. Mas desde o título eu torci o nariz, e a proposta não era das que me atraem mesmo. Li mais por ser potiguar e para não deixar encalhar na minha estante.
Não que seja de todo mal, para quem gosta de um romance açucarado e de um apelo por um caráter padrão de sociedade é uma boa pedida.
Comigo não funcionou muito bem...
É a estória de um escritor, fazendeiro, exemplo de retidão e caráter religioso, que está precisando vender sua fazenda (Fazenda Solidão) para quitar as dívidas que seu irmão mais novo deixou ao fugir. Ele fica triste por ter que vender seu lar e principal fonte de inspiração literária, até que uma moça rica e mimada cruza seu caminho numa caminhonete vermelha. Ela se abriga por um tempo na fazenda, aprende os costumes do lugar e repensa toda sua vida, curando alguns traumas de infância e o luto recente pela morte do pai.
O meu problema com esse livro é que não concordo com alguns preceitos e princípios de (des)construção utilizadas pela autora, que julgo serem mais um disfarce para encobrir algumas ideias retrógradas.