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    O Homem Que Via Monstros -

    Clayton De La Vie

    Fonzie
    2017
    110 páginas
    3h 40m
    ISBN-13: 9781517516666
    Português Brasileiro
    4.4
    9 avaliações
    Leram3Lendo1Querem4Relendo0Abandonos0Resenhas4
    Favoritos1Desejados4Avaliaram9

    A única maneira que ele encontrou para expor seus crimes, sem precisar se preocupar se seria ou não investigado pela polícia, foi narrá-los diante de um grupo de apoio, no presídio, criado por uma psicóloga. O Homem Que Via Monstros, como era conhecido, passou meses diante do grupo sem dizer uma palavra sequer. No entanto, viu a oportunidade que a vida lhe estendia e resolveu, no ato mais sábio de toda a sua existência, que aquele era o local ideal para se abrir, contar o que os policiais jamais descobriram. Contudo, o motivo pelo qual ele parou ali ainda é um mistério, e a doutora pretende fazê-lo falar. Ela queria ouvir uma boa história, e ele desejava ter a sua plateia. Quando duas mentes assim se encontram, não pode vir boa coisa.

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    Maria Lidia Lima18/03/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Homem Que Via Monstros - Clayton De La Vie

    O Homem Que Via Monstros é um livro imprevisível, com uma narrativa única e surpreendente! O livro conta a história de diversos presos que estão participando de um grupo de apoio dirigido por uma psicóloga. A cada encontro descobrimos mais sobre a vida dos detentos antes do encarceramento e sobre o que os levou a serem presos. O livro é contado basicamente por flashbacks, que representam a história que os participantes do grupo estão contando. É interessante que nem sempre sabemos quem é o detento que o flashback está retratando e acho que isso foi um ponto que me surpreendeu MUITO. O fato de não ter necessariamente um narrador explicando tudo o que está acontecendo, o livro flui muito bem contando as histórias sem ser explicativo demais para no final entregar todas as respostas das dúvidas que o leitor pode ter acumulado durante a leitura. Eu particularmente ADORO quando decidem contar uma história assim sem muitas explicações desnecessárias *-*-* É um livro contado de maneira totalmente não linear, com idas e vindas entre passado e presente, como poucos livros brasileiros fazem. Além disso, o livro não tem uma linguagem muito difícil e isso facilita a leitura deixando todos os capítulos leves e rápidos de ler. Existe também referências a contos clássicos de terror, como Gato Preto do Edgar Allan Poe. Eu não sou muito fã do gênero, então podem ter outras referências que eu não peguei também. Acho que essas referências foram apenas uma homenagem e, apesar disso, eu não ter sentido medo em nenhum momento durante o livro. É um livro muito mais de mistério policial do que de terror ou suspense. Gostei muito dos personagens, a psicóloga foi interessante de acompanhar, apesar de ela não ser um bom exemplo de psicóloga, porque ela obviamente tem outras intenções que exclui totalmente a vontade de ajudar os detentos ou algo do tipo. Foi legal também vermos alguns capítulos dedicados à policial que estava investigando o caso de um serial killer e o modo como eles fazem um cruzamento dos dados e toda a inteligência policial envolvendo essa investigação foi muito bem construída e muito parecido com a realidade de procurar um serial killer. Me deu a impressão de que foi bem pesquisada mesmo ;) E, claro, adorei as histórias dos detentos. E toda uma história irônica sobre justiça e injustiça, sobre como alguns deles estão ali por acaso e podem até ter cometido crimes, mas não necessariamente foi por esses crimes que foram presos e julgados. Acho que o ponto chave do livro traz isso sobre como não existem pessoas totalmente boas e sobre como todos nós, seres humanos, meio que somos monstros em algum momento. De um modo geral, é um livro que me surpreendeu muito. Clayton De La Vie me trouxe uma nova perspectiva dele como autor, eu tinha lido apenas o Seres do Além, que é algo totalmente diferente deste. Foi uma muito mudança radical entre modo de escrita e narrativa, e foi uma mudança muito boa. Acho que realmente se ele continuar escrevendo assim, ainda vai dar muito orgulho para nós, brasileiros, e fãs de mistério policial *-*-* Recomendo para quem gostou de Notívago (Maurício Coelho), A Casa de Vidro (Anna Fagundes Telles) e A Velha Casa na Colina (Fábio Barreto). Disclaimer: O livro foi recebido em parceria com a Editora Fonzie, em troca de uma resenha honesta. Todas as opiniões contidas aqui são inteiramente de responsabilidade da autora desta resenha.

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 9
    • 5 estrelas67%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
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    Clayton De La Vie

    Clayton De La Vie, nascido em São Paulo/SP em 22 de agosto de 1994, é um romancista e maquiador brasileiro. Sua escrita é caracterizada por uma narrativa envolvente e descritiva, que aborda temas complexos como amor, violência, política e autenticidade. A habilidade de De La Vie em criar diálogos realistas e desenvolver personagens com profundidade emocional contribui significativamente para a imersão dos leitores em suas tramas. Além disso, o autor se destaca pela utilização de metáforas e reflexões filosóficas em sua obra, buscando provocar questionamentos e estimular a reflexão sobre questões sociais, raciais, de gênero e existenciais. A mescla de elementos de suspense, drama e crítica social em sua escrita cria uma atmosfera densa e instigante, cativando o público e gerando impacto. Clayton De La Vie ficou conhecido em 2020 por iniciar o movimento biopunk no Brasil, trazendo à tona discussões sobre tecnologia, corpo e identidade em um contexto futurista e provocativo. Seus trabalhos mais famosos são ‘O Último Ruivo’, ‘Seres do Além’ e ‘Aliens, A Terra Não é Só Os EUA’.

    25 Livros
    30 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Clayton De La Vie