Purgação, uma nave-prisão imperial cheia de tripulantes, acaba parando de funcionar no meio do nada, em uma região isolada no espaço. A única maneira de saírem dessa enrascada é explorando um misterioso destróier estelar aparentemente desabitado, vagando ali por perto. Alguns tripulantes são enviados até a nave para conseguir equipamentos e peças, mas acabam trazendo consigo um vírus terrível, com desdobramentos inimagináveis.
Me deparei com esse livro por acaso e já fiquei com vontade de ler por unir o tema de zumbis à proposta de um terror assustador, com muito sangue e tensão. Achei a proposta maravilhosa e bem colocada no contexto da saga, com alguns personagens clássicos e um elenco enxuto de personagens originais, que são interessantes, com histórias próprias e que estão nessa nave-prisão por diversos motivos.
Tive alguns problemas com a escrita levemente prolixa do autor, que demora um pouco para engrenar. As discussões e os conflitos relacionados ao vírus e aos zumbis acontecem mais na segunda metade do livro, mas isso não compromete a leitura. Gostei de como o livro apresenta várias cenas clichês de zumbis, cheias de sangue, mas que não tornam a leitura pesada. Os capítulos são curtos e sempre terminam com um gancho para o próximo, mudando os pontos de vista e mantendo o ritmo.
A história tem algumas cenas inesperadas, colocando os personagens, que vamos nos conectando aos poucos, em situações intensas e cheias de perda. Gostei especialmente dos irmãos Longo, jovens que estavam na nave-prisão, e dos dramas desses personagens, suas conexões e como tudo se desenrola, desde a proliferação do vírus até o surgimento dos zumbis. O início me lembrou muito o primeiro filme de Alien, e vários elementos desse tipo de terror espacial estão presentes aqui. É uma ótima leitura pra quem curte ficção científica, terror, zumbis e Star Wars.