“Who’d want to kill a dumb cartoon bunny?” That’s what Eddie Valiant wants to know. He’s the toughest private eye in Los Angeles, and he’ll handle anything – if you’re human. If you’re a Toon, that’s another story. Eddie doesn’t like Toons. But Eddie will work for a Toon if his cash supply is low enough. So he reluctantly agrees when Roger Rabbit asks him to find out who’s been trying to buy his contract from the DeGreasy Brothers syndicate. Then Rocco DeGreasy is murdered - and Roger is the prime suspect! The rabbit is also, as Eddie soon discovers, very, very dead. Who censored Roger Rabbit? And who shot Rocco DeGreasy? Was it Roger? Or his girlfriend, Jessica Rabbit? As Eddie combs L.A. from the executive suites to porno comic studio, he uncovers art thefts, blackmail plots... and the cagiest killer he’s ever faced.
Who Censored Roger Rabbit? -
Gary K. Wolf
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"Who censored Roger Rabbit?" é um daqueles casos estranhos e raros de obra cuja adaptação cinematográfica eclipsa completamente a obra literária. "Uma Cilada para Roger Rabbit" é um clássico absoluto e, apesar de ser fundamentalmente diferente da sua contraparte literária, as ideias principais do filme ainda bebem das ideias originais do Gary K. Wolf "Who censored Roger Rabbit?" pode ser definido como uma história noir. Todos os arquétipos desse tipo de história estão presentes: Eddie Valiant é o detetive de sobretudo, bebarrão e durão, que mantém comentários sarcásticos sobre tudo e todos (É dele o ponto de vista principal do livro, escrito em primeira pessoa). Jessica Rabbit é a femme fatale a-lá Rita Hayworth, e por aí vai. Da mesma forma, os arquétipos negativos do gênero também estão presentes: Os personagens são relativamente unidimensionais, e a história dá mais ênfase ao mistério do que ao desenvolvimento particular de cada um deles, em uma escolha narrativa que não é incomum ao gênero e que pode incomodar aos que preferem estudos mais complexos de personagens. Nessa falha também existe um dos principais pontos positivos do livro: O mistério que Gary Wolf destrincha nunca sai de foco na narrativa. Até mesmo as histórias paralelas são, no fim, justificativas para que a investigação prossiga. Para os amantes de livros de mistério, é um prato cheio. Outro ponto fortíssimo é a ambientação. Gary Wolf acertou em cheio ao construir um mundo compartilhado entre humanos e desenhos, deixando-o interessante e tridimensional quando examina as relações sociais que se constroem nesse novo mundo. Em uma outra jogada de mestre, existe um subtexto fortíssimo de segregação racial entre Desenhos e Humanos: Desde lugares que servem apenas humanos ou apenas desenhos (Espelhando o Apartheid sul-africano e a época das batalhas por direitos civis nos EUA) até Desenhos sendo usados como escravos na construção de uma estrada de ferro (Espelhando os trabalhadores chineses escravizados para a construção de estradas de ferro no sul dos EUA no fim do século XIX), Gary deixa bem claro que a relação entre humanos e Desenhos é uma relação extremamente problemática. O twist final, como não pode deixar de ser em um noir oitentista, termina a história em uma nota absurdamente melancólica, a despeito do final colorido que se espera de uma história que envolva desenhos e que possui aparições de Dick Tracy e menções a Pernalonga. Apesar de possuir personagens pouco desenvolvidos, rasos até, a escrita de Gary é forte o bastante para que o mistério nunca fique moroso, e ágil o bastante para manter a história fluindo.
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