Curiaú - A marca de uma geração - Sebastião Menezes

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    Edição do Autor
    2015
    83 páginas
    2h 46m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Esta obra foi escrita por Sebastião Menezes da Silva e retrata a história das crianças e adolescentes do Quilombo do Curiaú (Amapá),perpassando por suas brincadeiras, os tempos escolares e os fatos curiosos que aconteceram naquele lugarejo antes de todo o progresso dos dias atuais. O objetivo principal deste trabalho, no entendimento do autor, é registrar de forma simples e original, fatos ou acontecimentos que marcaram a trajetória de vida do povo negro que habitou a nossa comunidade, para que no presente, assim como no futuro, possamos ter conhecimento e revivê-los. (Texto de apresentação da obra, por Rosa Ramos)

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    R .08/12/2015Resenhou um livro
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    Relatos do cotidiano infantil na comunidade quilombola do Curiaú, resgatados por Sebastião Menezes de suas experiências e observações. As histórias são pitorescas e trazem a percepção da identidade local, caracterizada pela forte interação com a natureza e tradições. Elementos como o rio, os animais, a agricultura, a pesca, o folclore e a vida estudantil na Escola José Bonifácio são recorrentes. Os relatos são sucintos, não passam de uma página, trazem ilustrações de M. Silva (artista plástico da localidade) e em geral tem um direcionamento educativo. Os textos essencialmente são descritivos e a abordagem não é específica a alguma personagem. As crianças no geral tem esse foco, em histórias reais e características da região. Admiro o autor na valorização de sua comunidade e fiquei com a impressão de que a maioria das histórias são memórias da infância, pois elementos da modernidade, sucesso entre a criançada, não se fazem presentes em prol das tradições. Isso é explícito no texto "O que existia no Curiaú", com a exposição de saberes ultrapassados ou talvez em desuso, como um tal almoço servido aos cachorros na festa de São Lázaro e a mentalidade recorrente sobre a necessidade das crianças "pegarem" certas doenças para crescerem mais fortes (esquisito isso, mas presente em outros tempos). A leitura foi interessante, mas senti falta de elementos como o Marabaixo, tão característico quando pensamos no local, e daquelas histórias folclóricas contadas pelos veteranos, como os avós, às crianças. É o que vem em minhas lembranças, por exemplo, quando recordo a infância. Acredito que o Sabá deva ter ótimas e saborosas histórias assim, que poderiam ser compartilhadas nessa obra também. Para as crianças, para tenros leitores, para as escolas, para o Amapá.

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