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    Absalom, Absalom! -

    William Faulkner

    Vintage
    2011
    322 páginas
    10h 44m
    ISBN-10: B004JHYRLI
    4.6
    16 avaliações
    Leram20Lendo1Querem56Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos3Desejados56Avaliaram16

    Absalom, Absalom! is Faulkner’s epic tale of Thomas Sutpen, an enigmatic stranger who comes to Jefferson, Mississippi, in the early 1830s to wrest his mansion out of the muddy bottoms of the north Mississippi wilderness. He was a man, Faulkner said, “who wanted sons and the sons destroyed him.”

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    Lasse Saint-Martin picture
    Lasse Saint-Martin19/04/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ler Faulkner é, via de regra, uma experiência que requer muita atenção e foco. Seus longos fluxos de consciência e constantes saltos temporais sem aviso, bem como um narrador onisciente quase inútil tornam a leitura de Absalão, Absalão! bastante complexa, mas recompensadora. É maravilhoso observar a história se criando de relato em relato, nunca se completando de fato mas sempre progredindo como um quebra-cabeça sendo resolvido. O personagem principal desta história não aparece como personagem atual. A narrativa se dá muito depois de sua morte, e tudo que é contado dele é pela ótica dos personagens ao seu redor, cada um tendo uma visão diferente dos fatos, e formamos uma imagem deles através tanto daquilo que eles contam, o jeito como eles contam, como daquilo que ignoram. E é também evidente que por isso Thomas Sutpen, que aparece numa cidade como um personagem enigmático, suscita mais perguntas à medida que são apresentadas respostas. Um elemento importante na obra do WIlliam Faulkner é o tempo. Seus livros fluem não linearmente: neste, tanto o tempo no qual os personagens presentes contam uns aos outros o que sabem e ignoram sobre a agora longínqua história de um homem de ambição, história essa que deixa marcas profundas até agora nos seus descendentes, tanto esse tempo quanto o tempo dessa história remota que ganha vida através de outras línguas, passa todo quebrado, e é pedido do leitor que ele mantenha um mapa mental dos eventos para não se perder. O fim não está no fim e o começo não está no começo. É compreensível que este seja o livro dito mais complexo do autor, mas tanto quanto suas outras obras, é uma leitura que vale a pena investir o tempo.

    6 curtidas

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    4.6 / 16
    • 5 estrelas69%
    • 4 estrelas31%
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    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    William Faulkner profile picture

    William Faulkner

    Sem diploma do secundário (ensino médio), o prêmio Nobel de Literatura em 1949, e prêmio Pullitzer em 1955 e 1963 (póstumo), William Falkner viveu em sua pequena cidade no Estado mais pobre dos Estados Unidos, o Mississipi. Só viajava para Hollywood para arranjar trabalho como roteirista. Indo e vindo, entre 1932 e 1955, trabalhou para os estúdios Metro, Fox e Warner. Como escreveu o crítico brasileiro Sérgio Augusto: "Só aderiu ao cinema porque precisava de dinheiro. Tinha 35 anos e acabara de escrever 'Luz em Agosto'. A venda de seus livros mal dava para pagar a conta da luz. Seus primeiros quatro livros não venderam mais de 2 mil exemplares cada. Seu primeiro (e único) best seller, 'The Wild Palms', é de 1939". Por volta de 1958, a Fox tentou trazê-lo de volta. Na época, Faulkner, que já não estava mais tão necessitado de dinheiro, recusou o convite. Após publicar "O Fauno de Mármore" (1924, poemas), Faulkner foi a Nova Orleans para conhecer o círculo literário em torno da revista literária "The Double Dealer", que publicava Hart Crane, Ernest Hemingway, Robert Penn Warren e Edmund Wilson. Além dos contos para a revista, Faulkner fez seu primeiro romance "Paga de Soldado". Tímido, ele preferia a companhia de seus amigos caçadores e dos vizinhos de seu sítio a outros escritores e intelectuais. Seus primeiros livros traziam características da literatura do fim do século 19. "O Povoado", o primeiro romance da "Trilogia Snopes", é um retrato irônico das grandes depressões que antecederam a Guerra Civil norte-americana. Em "Os Invictos", publicado no ano de sua morte, o escritor constrói um conflito de éticas e mentalidades entre o velho Sul e a nova realidade americana após a Guerra Civil. Faulkner entrou numa nova fase, quando encontrou seu estilo nas obras "O Som e a Fúria", "Enquanto agonizo", "Santuário", "Luz de agosto", "Dr. Martino e Outros Contos", "Pilão", "Absalão! Absalão!" e "Palmeiras Selvagens". A violência destes livros está em primeiro plano e, às vezes, os personagens têm uma meia vitória aqui e ali. Em "Enquanto agonizo", Faulkner costura dezenas de monólogos de 15 pessoas para mostrar o perfil psicológico de uma família que conduz o corpo da matriarca ao cemitério. A partir de "O lugarejo", o destino dos personagens de Faulkner não é mais tão trágico. Ao menos surge alguma esperança para a condição humana como uma promessa de liberação. Em "Desça Moisés", sobre a luta do personagem Ike McCaslin contra a devastação da mata, Faulkner denuncia injustiças. Além de viagens necessárias à sua carreira, Faulkner continuou enfurnado no Mississipi até se tornar escritor residente da Universidade de Virgínia. O contato com os estudantes está registrado no livro "Faulkner na Universidade".

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