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    Conversas com Woody Allen -

    Woody Allen, Eric Lax

    Cosac Naify
    2008
    512 páginas
    17h 4m
    ISBN-13: 9788575037409
    Português Brasileiro
    4.3
    270 avaliações
    Leram477Lendo85Querem654Relendo4Abandonos31Resenhas10
    Favoritos58Desejados654Avaliaram270

    O biógrafo de Woody Allen, Eric Lax, reuniu 36 anos de conversas com o cineasta em 'Conversas com Woody Allen'. No livro, Allen fala sobre a elaboração de roteiros, formação de elenco e representação, filmagem e direção, montagem e escolha da música. Ou seja, todo o processo cinematográfico é contemplado nas reflexões do grande cineasta. Além de saciar a curiosidade dos fãs de Allen, que faz comentários por vezes hilariantes, o livro é de leitura obrigatória para os cinéfilos. "O Woody Allen que emerge das conversas é um artífice meticuloso e ao mesmo tempo improvisador - uma admirável imaginação dramática disciplinada pela técnica e pela severidade para com o próprio trabalho", nas palavras de Otavio Frias Filho, diretor editorial do jornal Folha de S. Paulo.

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    Resenhas (10)Ver mais
    Eglair Quicolli picture
    Eglair Quicolli15/08/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Processo criativo

    Eric Lax nos presenteia com um livro interessantíssimo sobre a trajetória de Woody Allen no cinema, seus filmes, seu processo de criação e desenvolvimento de suas idéias. O livro conta com histórias e entrevistas desde 1971 até o data de sua publicação. É separado em capítulos, que se assemelham ao desenrolar da produção de um filme, o que facilita o entendimento dessas etapas e pode ser lido em ordem aleatória, pois volta no tempo e elabora todo o conteúdo apartir do tema escolhido. O próprio Woody Allen nos conta sua maneira de criar histórias, escrever, escolher atores, locações, filmar, sua dinâmica no set; os progressos na direção, a montagem dos filmes, trilha sonora e por fim dá uma visão geral de sua carreira. No meio disso tudo ele conta que a comédia não é o seu tema preferido e que adora escrever e fazer filmes dramáticos, no estilo europeu (não “melodramáticos” americanos, como ele mesmo diz). Ele também desmente a idéia de ser um autor autobiográfico e diz que muitas das vezes exagera no personagem e cria situações para compor melhor a história. “Os meus filmes tem sido muito auto-expressivos; isso é tomado erroneamente por autobiografia. São expressões e observações minhas, ou sentimentos meus, mas o que se vê na tela na maior parte das vezes é totalmente inventado, só que essas invenções estão a serviço dos meus pensamentos.” Ele se revela uma pessoa dominadora, (quase um homem-polvo….heheh) que gosta de fazer tudo e tomar conta de tudo. Passou a impressão de que deve ser “terrivel” para a equipe trabalhar com ele. Pois ele vai criando e mudando o rumo do filme no meio do set. Deve ser no mínimo uma experiência desafiadora para a equipe. As entrevistas revelam muito do temperamento e preferências culturais de Woody Allen, mas não entra em questões pessoais. O livro é todo voltando à sua vida profissional e processo criativo.

    9 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 270
    • 5 estrelas51%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
    Allan Stewart Königsberg profile picture

    Allan Stewart Königsberg

    Woody Allen, nome artístico de Allan Stewart Königsberg, (Nova Iorque, 1 de dezembro de 1935) é um cineasta, roteirista, escritor, ator e músico norte-americano. Allen trabalhou como um escritor de comédia na década de 1950, escrevendo piadas e roteiros para televisão e publicação de vários livros de peças curtas de humor. No início de 1960, Allen começou a atuar como comediante de stand-up, enfatizando monólogos ao invés de piadas tradicionais. Em seus filmes,ele desenvolveu a personalidade de um intelectual, neurótico, nebbish, inquieto e inseguro, que ele insiste que é bem diferente de sua personalidade na vida real. Em 2004, o Comedy Central classificou Allen em quarto lugar em uma lista de 100 maiores comediantes de stand up, enquanto uma pesquisa no Reino Unido classificou Allen como o terceiro maior comediante. Em meados da década de 1960, Allen estava escrevendo e dirigindo filmes, o primeiro especializado em comédias pastelão antes de passar para o material dramático influenciado pelo cinema de arte europeu durante os anos 1970. É frequentemente identificado como parte da onda New Hollywood de cineastas de meados dos anos 1960 para final dos anos 70. Allen muitas vezes protagonizou seus filmes, geralmente na personagem que ele desenvolveu como um standup. Dos seus mais de 40 filmes, alguns dos mais conhecidos são Annie Hall (1977), Manhattan (1979), A Rosa Púrpura do Cairo (1985), Hannah e Suas Irmãs (1986), Bullets Over Broadway (1994), Match Point (2005), Vicky Cristina Barcelona (2008), Meia-noite em Paris (2011) e Blue Jasmine (2013). O crítico de cinema Roger Ebert descreveu Allen como "Um tesouro do cinema". Allen foi indicado 23 vezes e ganhou quatro Oscars: três de Melhor Roteiro Original e um de Melhor Diretor (Annie Hall). Ele tem mais indicações ao Oscar de roteiro do que qualquer outro roteirista: são dezesseis indicações. Ele ganhou nove BAFTA. Allen apresenta-se regularmente como um clarinetista de jazz em locais pequenos em Manhattan.

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    Nova Iorque, Estados Unidos

    Allan Stewart Königsberg