O Texto do Antigo Testamento - Edição reformulada da Introdução à Bíblia Hebraica de Ernst Würthwein

    Alexander Achilles Fischer

    SBB
    2013
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9788531111280
    Português Brasileiro

    Atualização da conhecida obra de Ernst Würthwein, esta obra é ferramenta indispensável para quem se ocupa com a Bíblia Hebraica e com a exegese do Antigo Testamento.De autoria de Alexander Achilles Fischer, apresenta a história da Bíblia Hebraica, descrevendo as traduções antigas desse texto e introduzindo o leitor à ciência da crítica textual.Além disso, trata do texto Massorético, dos rolos do Mar Morto, do texto samaritano e da Septuaginta, bem como de outras traduções antigas. O livro contém, ainda, um novo quadro dos primórdios da história do texto do Antigo Testamento, levando em conta a publicação de todos os materiais encontrados em Qumran."A publicação também apresenta a nova edição da Bíblia Hebraica, chamada de Bíblia Hebraica Quinta – em fase de elaboração –; além de discutir sobre os objetivos da crítica textual e mostrar como se faz essa crítica, com vários exemplos práticos. "Reúne, ainda, 48 fotos ilustrativas, com descrições detalhadas, que permitem formar um quadro da história da transmissão do texto, desde a era dos manuscritos até as edições impressas da Bíblia Hebraica.O autor: Alexander Achilles Fischer é pastor e professor universitário em Jena, na Alemanha.

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    Pedro Guimarães21/02/2022Resenhou um livro
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    Os autores exploram a forma escrita e o material utilizado que na maioria se origina nas cavernas de Qunran para iniciar explicações muitas vezes breve e outras mais aprofundadas ao leitor. Assim, os massoretas são judeus eruditos da idade média ou chamados transmissores que buscam explorar muitas vezes a conometria(contagem de consonantes) a escrita hebraica quadrática ,fenícia e suas alterações. Sendo de modo igual explanado a respeito dos materiais como papiro couro e pergaminho, rolo e o códice bem como a reconstrução e sua preservação esclarecidos minuciosamente além das tintas vegetais e metálicas que eram empregadas na época. Só A titulo de curiosidade ,o significado da palavra volume originalmente vem do latim volvere quer dizer rolar. Já nos textos massoréticos lemos a respeito: a)da importância do texto consonantal b)da importância do Ketib e Qere (escrito e a ser lido) bem como a comunidade Caraíta c) dos sistemas de vocalização palestino tiberiense e babilônico bem como a importância da familia de Ben Asher e Ben Naftali d)das 167 seções semanais da torá que corresponde ao sedarim e) do sistema de divisão periscope da leitura que corresponde ao petuchá e setumá f) da divisão entre trechos abertos e fechados que corresponde a parashá g) da importância do Massorá Maior e menor como sistema de preservação do texto Por fim na parte massorética, também, lemos e vemos uma classificação em 5 partes de textos protomassoréticos, samaritanos, independentes e grego antigo(septuaginta) bem como suas características ortográficas e discriminações. Com relação ao samaritano e septuaginta.O primeiro possui sua relevância sendo parte de uma tradição textual independente em relação aos textos protomassoréticos possibilitando uma avaliação de uma serie de leituras. No segundo constatamos o significado da letra maiúscula chamando atenção como curiosidade e utilização para cópia de textos bíblicos até o século 9dc.Posteriormente, a letra cursiva e minúscula entra em uso até o século 16 aproximadamente. O capitulo destaca Paul de Lagarde e Paul Kahle e suas peculiaridades e de modo igual sobre as distinções entre os manuscritos Vaticanus,Codex Vanetus, Alexandrinus e Sinaiticus terminando com a recensão luciânica e o texto antioqueno. Agora nas outras traduções o que chama atenção é a parte sobre a linguagem e dentre elas encontramos: a) A Copta ,uma língua evolutiva do Egito antigo b) A linguagem siríaca como dialeto do aramaico oriental do séc1ºdc c) A peshita que caracteriza a tradução do AT utilizado na igreja síria e hoje é considerado consenso que sua tradução vem do hebraico sendo aceito seu surgimento por volta de 150dc d) A vulgata de Jerônimo e suas divergências com Agostinho e) As traduções do armênio, árabe e etíope Por outro lado na critica textual todas as alterações não intencionais ou involuntárias (e apenas estas!) entram no âmbito da crítica textual e todas as alterações intencionais precisam ser analisadas nos termos da crítica literária. O propósito da critica textual é determinar através de uma série de variantes qual leitura deve ter preferência em relação a outras. Mas ela não serve para tomar uma decisão quando os dados e exames disponíveis impedem que isso seja feito. Por fim, a obra encerra com uma série de ilustrações e explicações de interesse não somente histórico e religioso mas também arqueológico seguido de um apêndice contendo significados textuais diversos. Normalmente encontrado em bíblias de estudos, dicionários e concordâncias e, no que lhe concerne, aqui amolda-se como bússola e delineamento.

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