Trinity Michaels tem um dom, que ela prefere chamar de maldição. Em seus sonhos, ela é capaz de receber visitas de pessoas pedindo por sua ajuda. Após várias recusas em aceitar sua habilidade, ela acaba cedendo em ajudar a jovem Kiri, que conheceu algum tempo antes. Mas o assassino da menina levou a melhor. Mesmo assim, a polícia conseguiu prender Rafe Stevens, que foi diagnosticado erroneamente com esquizofrenia, indo parar em um hospital psiquiátrico. Mas agora Rafe fugiu, e Trinity é seu próximo alvo.
Rafe conseguiu adquirir a habilidade de entrar nos sonhos das pessoas – sabe-se lá como -, e assim pretende encurralar Trinity. E mais: ele também consegue tocar nas pessoas em seus sonhos, ou seja, se você se machucar ou morrer no sonho, isso acontece na vida real. Agora Trinity precisa descobrir onde Rafe está e arrumar uma maneira de não sonhar.
A primeira coisa que pensei quando vi a proposta do livro foi “A Hora do Pesadelo para YAs”. Não há o que discutir sobre a provável inspiração da autora, não é? Mas no final da leitura, o que tive foi um “A Hora do Pesadelo para YAs #fail”. Mesmo com essa base, a autora poderia ter construído uma trama muito melhor elaborada, mas não é isso o que temos aqui.
Começando por Trinity, a protagonista, que no início é definida como a garota gótica do colégio. Sinceramente, de gótica ela não tem nada. Sua melhor amiga, Coral, é aquele estereótipo de melhor amiga reluzente da protagonista. E, aliás, ela não faz diferença nenhuma para história, está apenas ali para dizer que a protagonista tem uma melhor amiga. A mãe de Trinity também é uma personagem que não foi bem trabalhada.
O par romântico da protagonista é Dan, filho do advogado FDP que defendia Rafe. Um mês antes da fuga do assassino, ele foi a procura de Trin para pedir desculpas pelo pai corrupto que tem. Depois de um mês, quando Trin tem um sonho com Rafe e sai desesperada de casa (uma atitude meio impulsiva e estúpida, aliás), a primeira pessoa que ela pensa em chamar é Dan. o.Õ. Claro que suas razões era querer usar o nome dele para conseguir informações sobre Rafe, mas A MENINA NEM SEQUER LIGOU PARA A MÃE DELA PARA AVISAR! Sua mãe estava em uma viagem, e sua desculpa era não querer estragar o momento da mãe. Tá, isso é muito generoso e altruísta (já podemos mandá-la pra Abnegação? Sqñ), mas aquele não era o momento para ser boa, já que tinha um assassino louco e perigoso (não, não é o Sirius) atrás dela. E definitivamente um garoto que eu só tinha visto uma vez na vida não seria minha primeira opção de socorro.
Tá, a história fica até legalzinha em uma certa parte, mas não foram convincentes as situações e o envolvimento de Trin e Dan. Eles passaram, sei lá, cinco dias juntos e já se amavam eternamente s2.
Não gostei muito do final. As coisas aconteceram meio rápido de mais e não tinha ritmo pra isso. A protagonista conseguia ser estúpida algumas vezes, mas o livro é da época desses clichês dos YAs, mas poderia ter sido uma garota mais original. Vi algumas resenhas no Goodreads falando o quanto o Dan era maravilho e etc, mas sinceramente não vi motivos nenhum para achá-lo maravilhoso. Apesar da sua beleza descrita pela protagonista, ele não marcou presença, não conseguiu conquistar. Ele apenas estava na história.
Sleepless não é o pior livro do mundo, mas com certeza não habitará a lista dos melhores. A trama poderia ter sido melhor elabora e trabalhada. Talvez eu leia mais algum livro da autora, mas para mim ela não causou uma boa primeira impressão.