Memórias do Assassino de Sissi -

    Luigi Lucheni, Santo Cappon

    Novo Conceito
    2007
    184 páginas
    6h 8m
    ISBN-13: 9788599560112
    Português Brasileiro

    Documento histórico único, trata-se dos manuscritos de Luigi Lucheni - italiano e anarquista que assassinou Sissi, imperatriz da Áustria e rainha da Hungria em Genebra/Suíça, no ano de 1898, sendo condenado à prisão perpétua. Na prisão, o assassino se dedica ao estudo e à escrita de suas memórias, que são "roubadas" pelos guardas em 1909. Revoltado com o roubo de seus manuscritos, Luigi, que até então era um prisioneiro exemplar, passa a ser punido por sua má-conduta até que é encontrado morto em sua cela. Depois de seu "suicídio" em 1910, os manuscritos do anarquista permanecem desaparecidos até 1938, quando são adquiridos pelo pai do co-autor, Santo Cappon, em uma loja de antiguidades. Santo Cappon se interessa pelo achado, mas seu pai não quer que o filho se ocupe do "pensamento de um assassino". Quando o pai falece, aos 103 anos, Santo Cappon se volta aos estudos das "Memórias". Além das memórias de Luigi Lucheni (por ele intituladas" História de um Menino Abandonado no Fim do Séc. XIX Contada por Ele Mesmo"), o livro também traz a reconstituição da história do prisioneiro, da imperatriz e do assassinato, pesquisada e relatada por Santo Cappon, e um caderno colorido de imagens com documentos inéditos como a arma do crime, fotos da imperatriz e do assassino, o cortejo fúnebre, a prisão, a cela, os manuscritos originais.

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    Cristiane Mori26/12/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    26.12.2023

    Biografia baseada nos cadernos escritos durante a prisão perpétua de Luigi Lucheni, assassino de Sissi. Os manuscritos foram denominados "História de um menino abandonado no fim do século XIX contada por ele mesmo". Abandonado pela mãe após nascimento, teve uma infancia triste, desprovida de amor e de comida, foi tratado como servo pela injustiça daquela época em que a criança poderia ser "adotada" em troca de uma pensão paga pelo governo. No entanto, seus pais adotivos ficavam com o dinheiro e o deixaram viver na pobreza, desnutrição, escravidao, pois não havia uma vistoria ou acompanhamento por parte do governo em relação às famílias adotivas. Uma vida triste e de sofrimento que é encurtada pelo suicídio.

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