"Natasha Romanoff.
Avenger. Agent. Assassin."
Quando vi o lançamento desse livro, eu fiquei super ansiosa. Eu comentei na resenha de Guerra Civil que achei bem legal essas adaptações de HQ. Como a experiência anterior foi muito boa, decidi arriscar nesse livro porque é um arco da Viúva Negra, povo. It’s Natasha fucking Romanoff, a agente dupla mais amada da galera.
Eu fui com uma ideia quando comecei a ler o livro e ele se mostrou outra coisa completamente diferente. Mas nem por isso deixou de ser bom. Já aviso que vou encher de gifs dessa diva!
Alguns anos atrás, Natasha Romanoff salvou Ava Orlova das mãos de Ivan Somorodov, seu antigo mentor/carrasco. Depois de anos dito como morto, Ivan está de volta e a fim de retomar a operação que Natasha e SHIELD destruiram.
Ava Orlova, agora uma adolescente, só está tentando passar despercebida no mundo. Depois de ser salva pela Vi uva Negra, Ava foi posta em proteção pela S.H.I.E.L.D e nunca mais teve contato com a agente, algo que ela ressente até hoje.
Quando Natasha aparece de volta na sua vida, acompanhada do garoto que assombra seus sonhos - Alex Manor - ela tem certeza de uma coisa: Ivan the Stranger quer matá-la. Para que isso não aconteça, Ava e Natasha terão de superar ressentimentos do passado e trabalhar juntas. Porém, elas nunca imaginaram o quão juntas ficaram.
Apesar do nome do livro levar Black Widow, na verdade, Natasha divide o holofote com Ava e Alex. Por esse motivo, perdeu um gatinho ali em cima e não foi babadíssimo. Maaaaas, o plot da história é muito interessante e eu achei bem desenvolvido.
Durante suas aparições, podemos ver a personalidade da Viúva Negra do MCU (a única que conheço) em todas as falas dela. Tipo, era possível visualizar a feição dela em alguns momentos. Temos aquela Natasha com um humor negro e sarcasmo, mas sempre de expressão fria e calculista.
"Atrás da máscara de projeção estava os extraordinariamente olhos frios de Natasha Romanoff, agente da S.H.I.E.L.D. a infame Viúva Negra.*"
Os capítulos são narrados em terceira pessoa e focados em Natasha, Ava e Alex. Entre um capítulo e outro temos transcrições de um interrogatório que o DOD (Department of Defense) - tipo um Ministério de Defesa contra Artes das Trevas - fez com a Viúva Negra por conta do plot da história. Achei muito legal isso porque é como se fosse comentários sobre os acontecimentos do capítulo anterior.
Apesar de ter de dividir a atenção com dois outros personagens, por conta do plot principal, vemos como é Viúva Negra no “dia-a-dia” aka quando não está com Vingadores. Também descobrimos um pouco de seu passado e isso é resposta porque ela é do jeito que é.
"Isso? Isso nunca começou. Sua vida inteira nunca começou porque você não tem uma. Sem amigos verdadeiros, sem família. Esse é o seu grande segredo?[...]Que o seu problema não é ser super-heroi; é ser humana?"
"Sim"*
Eu achei muito genial como criaram e explicaram o motivo que leva Ava e Natasha a trabalharem junto. Assim como introduziram o passado de Natasha em Red Room nesse motivo. Seria uma boa eles levarem esse motivo para os cinemas #fikdik
"Para sempre vermelha, assim que eles chamam o seu tipo. Você fala bem, mas isso não faz você mais americana do que eu sou.*"
Claro que temos algumas cenas badass protagonizadas pela Viúva Negra, mas confesso que queria bem mais. Elas foram bem escritas e elaboradas.
Faltando umas 100 páginas para acabar o livro, rolou um plot twist muito mind-fucking-blowing que eu fiquei WAT. Eu realmente não esperava isso em hipótese alguma.
Apesar da adaptação ser classificada como YA (young adult/jovem adulto), ela tem capacidade de agradar a qualquer idade. Temos algumas características desse gênero, mas nada que atrapalhe ou te faça abandonar a leitura.
Temos uma participação de Tony Stark na história e devo dizer que até curti. Sim, povo, vocês não estão lendo errado. Apesar de eu não curtir muito Iron Man, devo dizer que aqui nesse livro ele até que foi bacaninha.
Enquanto Tony se tornou um cadinho queridinho meu nesse livro, eu não fui muito com a cara da Ava. Algumas vezes dava vontade de dar uns murros nela, mas também tentei compreender o lado dela. A menina fez parte de um experimento maluco doido, a única pessoa que ela tinha como salvador desapareceu no mundo, o cara do experimento volta pra tentar matar ela... Fora que ela é adolescente e está com os hormônios tudo doido. Mas eu tenho um histórico de não gostar muito de mocinhas de YA, então sou meio bias nesse lado. Quando deixei minhas implicâncias de lado, percebi que não deve ser nada fácil ser uma adolescente na mira de um cientista louco russo.
Eu só conhecia o trabalho da Margaret por conta da série Beautiful Creatures, que ela escreveu junto com a Kami. Sei que ela tem outros trabalhos solos, mas esse foi o primeiro que li. Gostei muito da escrita dela. A leitura flui bem rápido e não tem muito rodeios.
Lendo algumas reviews no Goodreads, percebe-se que esse livro é do tipo ou você ama ou você odeia. Eu, a diferentona, me encaixo no gostei. Eu não cheguei a amar tanto a história, mas também não odiei. Sim, eu queria que fosse somente a Nat quebrando o pau, mas os dois adolescentes não foram de tão ruim assim. Eles cumpriram bem seu papel.
"Nós temos de viver com várias coisas, senhor. Essa é a outra parte de ser um Romanoff*"
Para noooossaaaa aleeegriiia, as histórias da Viúva Negra não terminam por aqui. Em outubro, será lançado mais um livro e se chama Black Widow: Red Vengeance. Eitchan que só por esse título. Coloquei só a capa porque a sinopse pode apresentar algum spoiler sobre esse livro aqui.
Foi anunciado na sexta passada que a Margaret vai ser a nova roteirista das HQs da Capitã Marvel. Com novo filme da heroína chegando, as HQs vão voltar a serem lançadas.
Para os fãs do Iron Man, fuçando pela internet, descobri que o autor Eoin Colfer (autor da série Artemis Fowl) irá lançar em novembro uma adaptação sobre o gênio, bilionário, playboy, filantropo mais querido de algumas pessoas (me excluam dessa).
Com a Novo Século lançando essas adaptações por aqui, só nos resta torcer para que Black Widow: Forever Red chegue logo em terras tupiniquins.
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