Então, depois do maravilhoso Simon e a Agenda Homo Sapiens, me deparei com o Tudo pode Acontecer escrito pelo Will Walton. A história é promissora, fala sobre um garoto de uma cidade pequena chamado Tretch, que é secretamente apaixonado pelo melhor amigo que é filho de um casal gay. Ai eu parei e pensei ''realmente, tudo pode acontecer, vamos ler esta bagaça que deve ser super legal'' E foi aí que...:
Não aconteceu nada.
Isso mesmo, o livro tem 163 páginas recheadas de um mimimi chato e cansativo de um protagonista sem sal numa situação que não tem como ele ser mais mongol, porque tá na cara que o maluco é hetero. Até aí tá, ele é só iludido e de repente o foco do livro muda (assim como as prioridades do protagonista) para a questão familiar, sua aceitação e tal. E piora toda a fraca narração e o poço de lama emocional que se encontra o Tretch. Em determinado ponto do livro o garoto conhece a música da Ellie Goulding (Oba! Referência pop! SQN) ''Anything Could Happen'' (Daí o nome do livro) e ele fica viciado na música e começa a olhar a vida como um ''mar'' de possibilidades. A partir desse momento o livro começa a decair mais. Toda vez que ele vai ouvir a droga da música ele narra o que está sentindo pra ouvir a música e o início dela (ih-ih-ih ih ih ih).
Tudo pode acontecer é o exemplo perfeito do que qualquer livro não deve ter. Ele tentou em vão retratar a realidade e a instabilidade emocional de um adolescente gay, e de sua vivência no mundo e isso não deu certo de maneira nenhuma.