Primeiro conto que li de Daniel Jezini e vou logo confessando que: eu me apaixonei pela capa.
No conto, King é um gato e é ele quem narra os acontecimentos da trama. Sua criada (na verdade: dona) é Bete. Ele conta o como de início a vida da moça era servi-lo, o quanto ela parecia mais feliz e o como a chegada de um tal homem, que a trata terrivelmente mal, a fez agora ser uma pessoa apagada.
Aliás, King faz questão de frisar que não foi consultado por ela para levar o tal "ser petulante" para morar em sua casa, e que ele ainda tem a audácia de se referir a ele como "gato" e achar que ele o atenderá. Um disparate, não?
Brincadeiras a parte, todo o conto é basicamente narrado assim, temos a visão deste gatinho que conta sobre sua dona, sobre sua vida com ela e o como não está nada satisfeito com a tristeza dela. Sem saída, ele dará um jeitinho de tentar trazer a felicidade ao rosto de sua dona, mesmo do jeito megalomaníaco dele, eheheh.
Daniel me conquistou com essa trama irônica, e, veja só, eu tenho certeza que na mente de nossos leões caseiros devem pensar assim mesmo, hein? Brincadeira! :D