Os sete estudos que constituem as páginas de Raízes da Criação Literária estão entre os melhores da crítica literária. Alguns deles, além de extraordinários como enfoque e exegese, são também famosos, e não admira que se tenham transformados em verdadeiros instrumentos de análise: estão nesse caso, por exemplo, o trabalho sobre o Finnegans Wake de James Joyce, a página a respeito de Hemingway e de forma especial o último ensaio, sobre o Filoctetes de Sófocles. Muitos admiradores de Edmund Wilson se inclinam de preferência, e com o maior fervor, sobre os dois estudos que abrem estes volumes: Dickens e Kipling -- "O Kipling que ninguém leu". Os dois trabalhos que restam possuem um encanto peculiar: ninguém deixará de deliciar-se com sua análise do surpreendente Casanova ou de emocionar-se a leitura de "Justiça para Edith Wharton".



