Filosofia Moral Britânica - Textos do Século XVIII

    Bernard Mandeville, Francis Hutcheson, William Wollaston, Samuel Clarke, Joseph Butler, Lorde Shaftesbury

    UNICAMP
    2013
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-10: 8526810464
    Português Brasileiro

    'Esta coletânea reúne - pela primeira vez em língua portuguesa - textos fundamentais de filósofos britânicos do século XVIII. Autores como Bernard Mandeville, Francis Hutcheson, William Wollaston, Samuel Clarke, Joseph Butler e Lorde Shaftesbury são estratégicos para compreender a gênese e a inspiração de numerosas teorias filosóficas sobre os valores, a sociedade, a política, a organização da vida humana enfim. Os estudiosos de Rousseau, Kant, Diderot, Adam Smith, assim como das diversas correntes do liberalismo moderno e contemporâneo, encontrarão nesta antologia fontes importantes para a reflexão e o ensino. Nestes discursos e ensaios desfilam, com desenvoltura, a virtude e o vício, as paixões e os méritos, as razões e os afetos, as formas do mal e do bem, do ético e do natural. Desse modo, o universo dos negócios humanos é submetido a matrizes analíticas que desde logo se revelariam extremamente influentes sobre a nossa cultura. Resguardadas as diferenças de estilo e doutrina, o leitor notará, nos pensadores aqui reunidos, a descoberta da subjetividade e a afirmação de sua relevância na construção da filosofia moral, esse campo de conhecimento que há alguns séculos constituía o berço daquilo que hoje chamamos de ciências humanas'. - Reginaldo C. Moraes

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    Filino Carvalho Neto14/03/2017Resenhou um livro
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    Uma boa coletânea dos moralistas britânicos

    Por vezes um leitor novato de filosofia, ao se debruçar sobre a obra de um pensador célebre, encanta-se com as questões que ele desenvolve e pode vir a acreditar que tudo aquilo que está escrito é obra de sua genialidade. Em que pese a originalidade dos pensadores, também é inegável a sua dívida com as reflexões daqueles que vieram antes dele - seja para combatê-las ou referendá-las. A reunião de escritos que compõem "Filosofia moral britânica", dentre outras coisas, proporciona um contato com pensadores que não são tão célebres (nem mesmo nas salas de aula das nossas universidades), apresentando-nos textos que se inserem, justamente, nessa tradição de discussões, continuidades e rupturas que compõe a história da filosofia. É possível, por exemplo, ler como Samuel Clarke destila severas críticas contra o pensamento hobbesiano e de que modo questões como o "amor por si mesmo" (que aparecerá na reflexão de vários filósofos posteriores), a "benevolência" e o modo de agir do homem em relação ao meio em que vive se faziam tão presentes naquela época e naquele lugar. Vemos então que muitas questões tratadas por figuras como Rousseau e Kant, por exemplo, já constituíam objeto de estudo de outros pensadores - merecendo um tratamento surpreendentemente semelhante.

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