Diário de uma Sentimentalista

    Sthefany Lacerda

    L&PM JOVEM
    2015
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788525433060
    Português Brasileiro

    Sthefany Lacerda nasceu em Camaquã, interior do Rio Grande do Sul, em 1998. Desde pequena, mostrou interesse pelos livros e começou a escrever. Justamente por isso, criou o blog Sentimentalista em 2001, onde passou a relatar seus sentimentos, dúvidas e, segundo ela, "aquelas merdas que todo mundo sente de vez em quando". "Diário de uma sentimentalista" é seu livro de estreia e traz textos selecionados de seu blog. Entre os autores preferidos da jovem escritora estão Bukowski, Leminski, Martha Medeiros e Tati Bernardi.

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    Lucas de Medeiros08/11/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um livro assustadoramente poderoso. Li tudo em um só dia e quero ler de novo.

    Comprei o livro. Abri o livro. Comecei a ler e a partir daí não consegui mais interromper o processo até que não houvessem mais páginas para puxar com a avidez que se transferia para a ponta do meu dedo indicador. Eu lia, e lia mais; parava de ler o livro de vez em quando, por alguns segundos, para comparar as fotografias que Sthefany expressava em seus parágrafos com o mundo real, que invadia a janela lateral do ônibus que me levava de volta para a casa. Impressionante, era como se ela estivesse descrevendo qualquer cena para a qual eu dirigisse a minha atenção. Sthefany não fala português, ela fala uma língua cheia de metáforas e que vêm imediatamente tomar morada no coração do leitor. Há um fio condutor muito nítido por trás do turbilhão de emoções que essa autora despeja a cada parágrafo, e que só quem é feito de vento não consegue tocar e perceber. Ela nos convida para o seu mundo, mas vem habitar o nosso, como só os grandes autores são capazes de fazer. Não obstante, é tremendamente assustadora a aparente facilidade com a qual uma garota de 16 anos acessa, com a sua escrita, as realidades difusas, dispersas e ocultas das vidas alheias e das suas intimidades. Do adulto, do velho, da criança, do homem. É, indubitavelmente uma escrita que traz impressos por trás da colcha de retalhos do cotidiano - tão evidente no livro - o cerne do espírito humano e a dor que é existir. Ela estuprou meu pensamento e o encheu de tapas na cara como, até agora, apenas Charles Bukowski - "o velho tarado" - foi capaz de fazer. Leiam, definitivamente, leiam!

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