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    Sinatra - O Chefão

    James Kaplan

    Companhia das Letras
    2015
    1176 páginas
    1d 15h 12m
    ISBN-13: 9788535926637
    Português Brasileiro
    4.5
    19 avaliações
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    Favoritos8Desejados142Avaliaram19

    Quando James Kaplan publicou Frank: a voz, o primeiro volume de seu projeto sobre um dos personagens centrais da cultura popular do século XX, os admiradores do artista norte-americano sabiam que estavam diante de um empreendimento majestoso. Com a prosa rica e viciante de Kaplan, a história da ascensão de Frank Sinatra (1915-1998) para a fama apresentava uma série de outros enredos: o nascimento da cultura de massas, a vida boêmia nos cassinos e nightclubs, o apogeu do rádio, o culto à celebridade. Este segundo volume captura o artista a partir da metade dos anos 1950, quando começou a se dividir entre os estúdios de gravação e os sets de filmagem, chegando até os anos da maturidade – quando os lapsos de memória no meio de uma canção pareciam anunciar seus melancólicos dias finais.

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    Luiz Pereira Júnior picture
    Luiz Pereira Júnior05/12/2023Resenhou um livro
    0

    Uma biografia como deve ser (parte 2)

    A meu ver, “Sinatra: o chefão”, de James Kaplan, é uma das melhores biografias de artistas já escritas. Neste volume (continuação, obviamente, do volume 1), Kaplan relata os anos dourados e a decadência daquele que foi uma das maiores vozes de todos os tempos (e não é sem razão que o primeiro volume fazia justa referência a isso). Mas não se engane, pois Sinatra é retratado em seu lado brilhante mas também em seu lado francamente (sem trocadilhos) monstruoso. Narrando a gênese de seus maiores sucessos (e de seus não tão sucessos assim, além dos óbvios fracassos), mostrando as benfeitorias feitas a diversas instituições, delineando a sua lealdade (quando lhe convém, é bom dizer) a seus amigos, sua ampla e variada gama de conhecidos e milhares de celebridades, Kaplan nos mostra o lado mais belo e louvável do grande cantor. Mas Sinatra é humano, demasiado humano. Seu lado obscuro é por demais assustador para ser deixado de lado: misógino (produto de sua época, é bom que se ressalte), homofóbico (idem), extremamente egocêntrico, violento (principalmente contra os que não podem revidar - são citadas dezenas de agressões contra repórteres, garçons e mulheres), racista em diversos momentos, ligado ao submundo do crime, amoral, ganancioso ao extremo, perdulário a perder de vista, desleal com seus supostos amigos (já disse isso) e por aí vai. Sim, Sinatra foi um dos maiores artistas de todos os tempos. Ponto. Mas também pode não ter sido um dos humanos mais dignos que já passaram por esse planeta. Mas quem sou eu para julgar, né? Se tudo em Sinatra parecia ser hiperbólico, também seus defeitos o parecem ser. Enfim, uma biografia para ser lida como um romance – como diz uma das resenhas do livro. Um calhamaço que vale cada centavo. E a menção a grandes sucessos, certamente, fará muitos leitores correrem a algum site de vídeos ou de música para conhecê-lo. E só isso já vale cada centavo de seu rico e suado dinheirinho...

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