Apesar da pouca quantidade de páginas, ler "Eu, Wolverine" não foi uma tarefa fácil. Aqui acompanhamos Logan em uma jornada ao Japão em busca de sua amada Mariko no maior estilo novela mexicana, recheada de viradas fáceis e previsíveis.
O roteiro escrito pelo consagrado Chris Claremont é bastante raso e em vários momentos super expositivo, principalmente quando trata de detalhar as capacidades sobre-humanas do protagonista em cada início de capitulo, com personagens irrelevantes e sem carisma, tirando o próprio Wolverine, pelos quais o leitor dificilmente irá se importar até o final da história. A única passagem marcante é a frase dita por Logan logo na primeira página, que se tornaria uma das marcas registradas do personagem posteriormente: "Sou o melhor no que faço, mas o que eu faço melhor não é nada agradável".
A arte de Frank Miller também não impressiona. Pouco inspirada nas cenas de luta, sendo bastante conservadora quanto a violência gráfica nas ilustrações, claramente influenciada pela Marvel da época para que fosse possível alcançar um público mais jovem nas bancas.
Acredito que na época do seu lançamento "Eu, Wolverine" tenha sido algo impactante para os leitores. Porém, lendo nos dias de hoje, é apenas uma história bobinha do Wolverine se envolvendo em altas confusões em busca de romance nas terras nipônicas.