“Conhece a máxima “Quanto mais loucos os pais mais caretas serão os filhos”? Acho que ela se aplica a mim. Quem diria que a junção de uma artista plástica hippie com um fã de Frank Zappa e rock progressivo daria em mim: uma nerd devoradora de livros com Transtorno Obsessivo-Compulsivo e uma timidez patológica? Meus pais me criaram de uma maneira que se alguém me chamar de doida eu sou capaz de responder “Muito obrigada!” pois doideira não é defeito, é uma benção.”Lana escreve diários desde os 10 anos de idade e um dia decide relê-los. Mais madura e já na faculdade, ela relembra as dificuldades financeiras dos pais, as brigas, os momentos felizes, o bullying que sofreu, as paixões platônicas e o florescer de duas grandes companheiras de sua vida: o Transtorno Obsessivo-Compulsivo e a Síndrome do Pânico. Ela vê novamente os momentos de sua vida com nostalgia, carinho e boas doses de ironia e humor.
Filha de Woodstock (Viagens na Ficção)
Luiza Ten
Edições (1)
Ver maisRecebi esse livro em parceria com a Luiza. Eu não conhecia ela ainda, nem o livro, e quando procurei resenhas dele para ler, não encontrei. Mas como a sinopse era muito interessante, eu aceitei ler. Quando chegou, a primeira coisa que reparei foi no tamanho do livro, ele é enorme. Depois foram as cores da capa. Eu particularmente amo rosa e esse tom do livro é um rosa bem chamativo, por isso gostei. Na pequena biografia que tem da autora na orelha do livro, descobrimos que partes do livro foram baseadas em experiencias da própria autora, então não sabemos o que tanto na história é real e o que é ficção. O livro conta a história de Lana, que ao fazer uma limpeza em seu quarto, acaba encontrando alguns cadernos empoeirados em uma gaveta. Eram seus diários. E a história é basicamente as lembranças de Lana que estão relatadas nos diários. É tudo em primeira pessoa, e temos várias partes que são reproduções dos escritos. Os diários abrangem os anos de 2003 a 2009 e é assim que foram feitas as divisões dos capítulos, por anos. Mas antes temos um capítulo contando algumas coisas desde que Lana nasceu até o ano de 2002, quando se iniciam os diários. Confesso que já comecei gostando muito do livro. Entrei em uma sessão nostalgia. Eu sou dessas pessoas que tem memória curta e não lembro quase nada da minha infância, mas ao ler as aventuras da Lana, lembrei de tanta coisa que me aconteceu e tantas situações que passei, que não teve como não amar o que eu estava lendo. São muitas referencias a músicas, pessoas famosas, novelas e acontecimentos que marcaram os anos. Coisas que quando lemos desperta ainda mais lembranças. E sem falar que ri muito com as coisas que a Lana aprontava e com os micos que ela pagava. Micos esses que acho que todo mundo já pagou um dia na infância hehe. Os diários começam com a Lana com dez anos e ela transcreve uma parte do que está escrito e comenta sobre aquilo. É engraçado como nosso pensamento muda tanto e as coisas que gostávamos, as vezes odiamos hoje e vice-versa. Tem uma coisa logo lá no comecinho do diário que me chamou muito a atenção. Foi ver como o mundo e os valores hoje estão diferentes. A Lana cita que ganhou material escolar de presente de natal e foi o presente que ela mais gostou. E aconteceu isso comigo várias vezes e esses eram os melhores presentes mesmo. E hoje em dia as crianças exigem de celular para cima de presente de natal e ainda enjoam logo no primeiro mês. Como os valores mudaram. Outra coisa que me identifiquei muito com a Lana, foi que ela fala que as meninas não queriam mais ser crianças com dez anos, já queriam ser adolescentes e que ela não, que ela brincou de Barbie até dezesseis anos e como eu brinquei até os quatorze, me identifiquei. Hoje em dia as meninas dessa idade já são mães. E tem também a paixão dela por Smallville, só que enquanto ela amava o Clark, eu amava o Lex hehe. E quem nunca teve uma paixão por alguém famoso ou pelo professor ou algum conhecido mais velho? Enquanto lia estava lembrando das minhas paixonites. Fui apaixonada pelo Edson Celulari em Amor com amor se paga, depois pelo Tony Ramos em Rainha da Sucata. Também fui apaixonada pelo Fabio Junior e minha ultima paixonite foi pelo Ronaldo fenômeno. Hoje em dia só rindo disso hehe. Tem muita história de bullying também. Coisas que na época eram consideradas "normais", mas que vendo hoje, deixavam uma marca em quem era o alvo dessas "brincadeiras". E a nossa protagonista sofreu bastante, tanto na escola como em casa. E o interessante é ver que só mudam os lugares, mas as pessoas são sempre as mesmas. Tem os nerds, tem o grupo popular com aquela garota que tem mais dinheiro que os outros e se acha melhor por isso, tem aquela que imita a gente em tudo, se veste igual, compra tudo o que você compra. E tem aquelas que não ligam para a opinião dos outros e é amigo de todo mundo. Agora vou falar o que não gostei no livro. Primeiro, achei bastante erros de revisão. Segundo, eu fiquei perdida varias vezes, porque de um parágrafo para o outro, a Lana mudava o assunto. E por último, o que estava muito legal no começo, acabou se tornando maçante pelo tanto de páginas. Se tivesse umas 200 páginas tudo bem, mas com quase 500, o mesmo assunto o livro todo acabou se tornando bem enjoativo. E também outra coisa que me irritou foi a protagonista. Ela começa o livro com dez anos e aos dez as suas atitudes eram aceitáveis. Mas o tempo vai passando, ela vai envelhecendo e as atitudes continuam iguais. Mas apesar das ressalvas, é um livro bom e eu recomendo para quem quer relembrar e se divertir com isso. Só recomendo que leia um pouquinho por dia, assim não enjoa hehe.
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