Eu comprei esse livro tendo muitas expectativas, pois já há algum tempo eu acompanhava o autor e seus textos.
A primeira coisa que eu quero dizer é: Obrigada, Ricardo Coiro. Por não ter me decepcionado em nada com este livro, que agora ocupa posição de prestígio na minha estante. Por ter colocado em palavras, belas e intuitivas, o que acontece nessa coisa louca que chamamos de vida.
Logo no início, no bloco da "Saudade", já dá pra perceber que a viagem proposta por Coiro está prestes a se tornar algo inesquecível. "Aquela Coisa Chamada Saudade" é de desidratar qualquer um.
Os próximos blocos, compostos pelos temas "Atenção", "Morno" e "Alegria", caminham com suavidade ao redor de textos leves e que prendem a sua atenção de maneira confortável, quase como um abraço.
Então, temos o bloco "Tesão". O que dizer sobre esta parte do livro? Você provavelmente vai querer ir ao cinema depois de ler os textos deste bloco, ou quem sabe perguntar se aquela pessoa tem planos para esta noite. Uma das partes mais íntimas, de todas as maneiras, e também muito bem composta.
Em seguida, estão "Egoísmo", que lida com uma das falhas mais humanas e recorrentes em nós com maestria; "Sensibilidade", que trata exatamente da falta disso na sociedade; "Utopia", que por si só já é um tema difícil de descrever; "Imperfeição", onde o autor mais uma vez deixa transparecer o quão humano ele é, como todos nós somos; "Insignificância", onde o título já ideia do que o texto diz (mas que vale a pena ser lido, de qualquer maneira); "Detalhes", onde o autor expõe que as minúcias sobre as pessoas são parte importante de um relacionamento.
E depois destes, está "Mentira". Confesso que é uma das meus partes preferidas, por uma variedade tão grande de motivos que fica complicado explicar. O texto é tão bem-estruturado, e a situação tão humanamente nobre apesar de ser falha, que é impossível não sentir um arrepio ao ler palavras tão sinceras.
Chegamos, então, a "Paixão". Outro tema muito bem trabalhado por Coiro, que explora tanto a parte boa da paixão desenfreada quanto a má.
"Morte" é o próximo bloco. Admito ter ficado um pouco surpresa com a presença deste assunto. Porém, mais uma vez, fui surpreendida da melhor maneira possível. "Tinha Um Meteoro no Meio do Caminho" é, sem sombra de dúvidas, um texto com caráter de Wake Up Call.
Então, temos "Amor". Trabalhado de maneira delicada, como o amor deve ser tratado, mas conduzido também com a firmeza necessária. Palmas.
Depois, mais um tema ligado á uma falha humana, a "Vaidade" e o poder que ela tem para destruir qualquer tipo de relacionamento.
Logo em seguida, surge o "Silêncio", para provar que não são só de palavras que é criada uma conexão com alguém. "Aceitação" fala de como precisamos saber aceitar quem somos, do jeito que somos. Parece clichê, mas é um ótimo texto. Feito por quem parece realmente entender os problemas pelos quais diversas pessoas passam, por causa da auto-estima baixa. Digno.
Por fim, para fechar as cortinas de veludo vermelho depois do espetáculo, está o bloco "Partida". Eu poderia escrever dois mil caracteres aqui, e não seria suficiente para descrever o sentimento palpável em "Saí de Fininho".
Um ótimo começo, um ótimo meio e um ótimo fim. E que venham os próximos!
E se vocês ficaram apaixonados pelo livro como eu fiquei, e também curiosos para saber o que está deliciosamente escrito e descrito nas páginas de "Confissões de um Cafamântico", eu tenho uma ótima notícia:
O site do qual faço parte, o "Entre as Coxas" (www.entreascoxas.com.br) está promovendo um concurso cultural, e o prêmio é um exemplar autografado do livro! Se quiserem saber mais, acessem o site e a página do "Entre as Coxas" no facebook e saiba como concorrer!
Boa sorte!