Orestes -

    Eurípedes

    Universidade de Brasília
    1999
    140 páginas
    4h 40m
    ISBN-10: 8523005153
    Português Brasileiro

    Electra e Orestes, que adoeceu depois de matar Egisto e Clitemnestra, mãe de ambos, é condenado à morte pelos argivos por instigação de Tíndaro. Menelau não quis ou não foi capaz de ajudar o sobrinho; em desespero, Orestes, Electra e Pílades decidem matar Helena e, tomando Hermíone como refém, ameaçam incendiar o palácio de Argos. O misterioso desaparecimento de Helena complica ainda mais a situação.

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    Mario Alberto Cosa Miranda23/04/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Orestes e um ponto de ligação entre as obras Coéforas e Eumênides, integrantes da Oresteia de Ésquilo, ou um ponto posterior a Electra, obra escrito tanto por Sófocles quanto por Eurípides. Após o assassinato de Agamemnon por Clitemnestrea, esta é assassinada por seu filho, Orestes, com o apoio de sua irmã, Electra. A vingança do filho contra a mãe é narrado nas duas Electras, bem como em Coéforas. Em Eumênides, de Ésquilo, Orestes já se encontra diante do seu julgamento pelo assassinato. O que ocorre entre Tragédias é justamente o objeto de Orestes. Orestes inicia-se logo após o assassinato de Clitemnestre. Orestes é tomado por uma angústia em razão da consciência do seu ato, e a narrativa se baseia na vingança do povo contra os irmãos Orestes-Electra desejosos que estes recebam punição capital. Neste momento chega Menelau, tio de ambos, que invés de ajudá-los, decide não apoia-los pois tem interesse em tornar-se rei também de Micenas. Orestes então decide refugiar-se no palácio, assassinar Helena e raptar a filha de Menelau, Hermíone, para força-lo a defender o casal de irmãos. A reviravolta da narrativa decorre em seu momento final, quando o próprio Deus Apolo aparece para definir quais serão os atos de cada um, para que finalmente tenhamos uma solução para o assassinato de Agamemnon. Para interessados na relação Hermione e Orestes, Jean Racine, um dos maiores escritores Teatrais Franceses, reconstruiu a narrativa em sua peça "Andrômaca", com tradução disponível para o Português. Para uma releitura moderna da narrativa do assassinato de Clitemnestra por Orestes, Jean-Paul Sartres escreveu a peça "As Moscas", com tradução disponível em Português.

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