Eu sou completamente apaixonada pelo universo de "Descendentes". As músicas, as roupas, a estética – tudo isso me cativou desde o início. Por isso, estava super ansiosa para ler "A Ilha dos Perdidos", que é uma história oficial da Disney e se passa um ano antes dos eventos do primeiro filme. O livro oferece um olhar mais detalhado sobre como Mal, Evie, Jay e Carlos se tornaram amigos, algo que foi apenas mencionado nos filmes. E por ser uma obra literária, há um aprofundamento nas personalidades dos personagens e na ambientação da Ilha dos Perdidos.
A ilha, que já sabia ser um lugar horrível, é ainda mais terrível do que eu imaginava. Os vilões e seus descendentes vivem à base do lixo, completamente esquecidos pelo mundo. O relacionamento desses jovens com seus pais vilões é algo doloroso de ver, já que cada um tenta, de alguma forma, ganhar a aprovação dos pais – algo que, no fim, é impossível. Mal, especialmente, sofre nas mãos de sua mãe, Malévola, que a considera seu maior erro. Essa dinâmica entre eles é angustiante e revela o peso de ser um descendente de vilão.
Mal odiava Evie no início, e acompanhar o desenvolvimento da amizade delas foi envolvente e surpreendente. A forma como os quatro personagens foram unidos pelos traumas e pressões que vêm de suas famílias vilanescas é muito emocionante.
Jay continua sendo o mais engraçado, sempre com uma atitude descontraída, mas também tem sua carga de problemas. Evie, por sua vez, é muito mais que apenas um rostinho bonito, ela vive com o peso das críticas da mãe, que insiste em dizer que ela nunca será perfeita o suficiente. Carlos, com sua inteligência, é o personagem que mais despertou minha compaixão, já que vive como um empregado da própria mãe, Cruella de Vil, que se importa mais com suas peles do que com o filho. Mal, apesar de ser realmente malvada, está constantemente se lembrando de que precisa ser assim e não mostrar fraqueza quando sente a vontade de ser bondosa, é interessante ver esse conflito interno dela.
Gostei muito das aparições de outros vilões, como Gothel, a madrasta da Cinderela e o Dr. Facilier, o que deu uma profundidade maior ao universo.
O foco também no personagem Ben foi uma surpresa positiva. No filme, eu o via como meio bobão, mas no livro ele aparece mais complexo, com preocupações legítimas sobre se tornar um rei digno de substituir Fera e com a bondade de sua mãe, Bela. Ver seu desejo sincero de mudar as coisas em Auradon foi algo que me cativou.
Por fim, gostei bastante das duplas de amizade que se formaram antes do quarteto se consolidar. Evie e Carlos são fofos juntos, sempre com uma dinâmica carinhosa e protetora, enquanto Mal e Jay trouxeram a diversão para a trama.
•"Evie, com sua mãe obcecada pela beleza; Carlos, com sua mãe perversa e Jay, o ladrão feliz e despreocupado com raciocínio rápido e sorriso travesso, que poderia roubar qualquer coisa no mundo, exceto o coração de seu pai."