Este livro de educação financeira para crianças ensina, de forma lúdica e divertida, a importância do trabalho, do poupar e investir, e o impacto das dívidas e do consumismo. Traz conceitos sobre empreendedorismo e trabalha valores como honestidade e ética. Indicado para crianças de 7 a 12 anos, esta história pode ser útil para qualquer um que queira entender como se forma uma crise financeira e seus impactos. É fundamental ensinar, desde cedo, valores de educação financeira às crianças para que se tornem adultos e cidadãos responsáveis, bem-sucedidos e éticos ao lidarem com o dinheiro.
Crise financeira na floresta
Ana Paula Hornos
Edições (1)
Ver maisÉ difícil iniciar a leitura de Crise Financeira na Floresta e não comparar com a crise econômica do nosso país. Não é de hoje que a corrupção reina em nossa terra, que deveria ser verde, mas que já está praticamente cinza. Um sonho de amor e de esperança à terra desceria, porém, em seu lugar desceu apenas o pesadelo de corrupção e de crise econômica. Nesse cenário tão catastrófico a bomba explodiu, desestabilizou a economia e a confiança daqueles investidores assíduos que já não existem mais. Recuperação? Essa palavra está longe de ser empregada, ela repousa, deitada, eternamente em um berço esplêndido e, tenha certeza, não é o nosso. Às vezes (para não usar o termo sempre) o Brasil se assemelha a um jogo de caça-níqueis daqueles viciados, apenas um literalmente ganha muito e os outros lucram um valor apenas para ficarem quietos – mesmo que esse lucro seja de milhões, o verdadeiro vencedor ganha cem vezes mais que isso. O meio de lucro perpassa tantas esferas que fica difícil imaginar a quantidade de impostos que os brasileiros são obrigados a pagar. Aonde se quer chegar com isso? Na corrupção em massa e, como consequência, na crise financeira do país. E o que isso tem a ver com o livro? Tudo. Embora seja uma obra para ser lida para crianças a partir dos sete anos, sugiro que essa leitura deveria ser obrigatória. É simples e fácil de ler, mas fará com que comparemos ao Brasil. Através da história escrita por Ana o leitor é capaz de sentir vergonha e nojo de saber que estamos em um país repleto de corrupção. Não é que o livro retrate sobre ele, mas a todo o instante o leitor é carregado ao mundo real e não há diferença alguma com a ficção trazida. A autora propõe uma ideia diferente para ensinar à criançada: uma educação financeira voltada à importância do trabalho, do poupar e investir; além de mostrar o impacto das dívidas e do consumismo excessivo. Ana ainda insere valores como honestidade e ética, ao fazer o leitor analisar como ser transparente é sempre o melhor em todos os aspectos. Esse livro mostra a necessidade de ensinar, desde cedo, valores de educação financeira aos pequenos, para que se tornem adultos responsáveis, para que saibam administrar e, acima de tudo, sem perder a ética. Na realidade, a obra é dotada de ensinamentos e, muitas vezes, os adultos esquecem-se deles e preferem ludibriar o outro, ganhar de forma ilegal e ainda conseguem dormir em um travesseiro de pedra como se fosse num de pena de ganso. É essa reflexão trazida e despertada para observar as ações dos governantes deste país. Ações cobertas por corrupção e que, no fim do dia, dormem como se fossem crianças, com a consciência de um bebê que não tem discernimento das coisas. Esses podem até ter sido ensinados pelos seus pais sobre o que era certo, outros nem tanto, porém, preferiram a comodidade do dinheiro fácil, através do engano e da ilegalidade, a ter de conquistar através de muito “suor” e esforço de maneira honesta. O trabalho ilustrado por Cláudio foi bem feito e ficou bem atrativo à criançada. A diagramação oferece uma leitura rápida e agradável. A revisão ortográfica ficou impecável e não existe nada que possa ser apontado como defeituoso. Depois de todos esses pontos levantados é redundante recomendar a leitura. Você lendo ou não as coisas continuarão da mesma forma, contudo, a pessoa que lê, comparando com a realidade ao seu redor, jamais será a mesma. Quotes: “- Se você não quer problema e tampouco dissabor, siga sempre o velho lema, não empreste a mau pagador!” (p. 07). “- E me faça um favor: não fique devendo fiado. Digo com amor, seu nome é seu maior legado” (p. 15).
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