Esse livro aqui, apesar de constar como parte da série Homens de Wyoming, é bem independente. Não tem ligação nenhuma com os livros anteriores, são personagens novos que estão dando o ar da graça pela primeira vez e, com exceção do detetive Dane Lassiter, nenhum outro personagem da titia Palmeirão foi mencionado. Claro que há um com potencial para ser futuro mocinho (falo mais sobre ele no mu blog, link no final da resenha).
Olha, eu demorei bastante pra fazer essa resenha. Quem me conhece sabe que sou apaixonada pelos livros da Diana Palmer, amo tudo o que ela escreve. Sem exceção. Dito isso, vou confessar que, ao terminar a leitura, meus sentimentos ficaram confusos em relação a esse livro. Amei certas coisas, mas outras me incomodaram. Isso é o que temos: o mocinho, Blair, é maravilhoso: não é ogro, não maltrata a mocinha, é forte, é lindo, é protetor, dá uma surra daquelas em qualquer um que fizer mal a Niki e é capaz de mover céus e terra para ajudá-la. A mocinha, Niki, é a típica mocinha de Diana Palmer: muito mais nova que o mocinho, virgem, inocente, carinhosa, boa filha e tem um potencial pra se meter em perigo e confusão, sem nem mesmo perceber, precisando, por vezes, que o mocinho venha em seu auxílio. O livro tem aqueles elementos típicos da Diana Palmer: mocinho que acha a mocinha nova demais e quer que ela aproveite mais a vida antes de se relacionar a sério; a periguete que, mesmo quando não está presente, causa muito sofrimento à mocinha; mocinho salvando a mocinha de assediadores; crises de ciúme; personagens doentes em algum momento; situações de quase-morte; e por aí vai. E tudo isso, nas mãos da Diana Palmer, geralmente rende uma trama maravilhosa. E eu gostei de muito coisa que aconteceu nesse vuco-vuco todo aí.
Mas, como eu disse, algumas coisas me incomodaram. Blair era honrado até demais e essa insistência dele em não se envolver com Niki acabou ficando cansativa. Eita vontade de dar uma surra nele, pra deixar de ser tão nobre. Niki não era criança e, apesar de inocente (nossa, até demais, outra coisa que me deu nos nervos), sabia bem o que queria e o que sentia por Blair. Outra coisa que tem acontecido nos últimos livros da Diana Palmer e que eu não gosto: o tempo que passa desde o começo, até o final do livro. Antigamente, as histórias da Diana Palmer começavam num ponto e apenas relembravam o passado através de flashback. Mas nos últimos livros que a autora lançou não há flashback, a gente vai acompanhando mesmo tooodos esses longos anos. Foi assim em Texas Born, onde começa com a mocinha no colegial, depois mostra a entrada na faculdade e termina com ela já empregada na área; e também acontece isso em Untamed, onde a trama se passa ao longo de uns 2 anos e haja paciência até o felizes para sempre. Aqui também vão se passando os anos (uns 2 ou 3 anos): o mocinho fica noivo, casa (e que motivo mais bizarro pra se casar), separa, ameaça voltar pra ex (tem um motivo oculto aí, mas não conto, hehe) e a gente acaba sofrendo junto com a mocinha até as coisas finalmente se acertarem. E isso me incomodou. Eu, particularmente, não gosto de toda essa espera pra que a história aconteça não. Passagem de tempo, pra mim, só é bom no epílogo mesmo. Já fico agoniada quando se passam meses na história (como aconteceu em Invincible), quem dirá quando se passam anos.
Agora que expus o que me agradou e o que me incomodou, eis meu veredito: não é o melhor livro da Diana Palmer, mas isso não significa que ele seja ruim. No geral, eu gostei. Apesar de achar o mais fraquinho da série, não me arrependo de ter lido não. Se eu recomendo? Claro, é titia Palmeirão, gente!!!!
Não acabou por aí, não. Quer ler a resenha completa, conferir as curiosidades sobre o livro e a série, saber mais sobre os outros livros ligados à ela e como eles se encaixam com os "Homens do Texas"?! Então visite o blog ROMANTIC GIRL: