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    Romeu e Julieta (Teatro #11) - Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

    William Shakespeare

    Movimento
    2012
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-13: 9788571951778
    Português Brasileiro
    3.9
    14 avaliações
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    Tragédia escrita entre 1591 e 1595, no início da trajetória literária do dramaturgo inglês William Shakespeare, Romeu e Julieta se passa em Verona, Itália. A peça inicia com o desentendimento entre duas famílias tradicionais da cidade, Montéquios e Capuletos, o que termina por envolver a relação amorosa de Romeu e Julieta num desenlace fatal. Esta peça, que já era uma das mais famosas na época de Shakespeare, ao lado de Hamlet, continua sendo encenada nos palcos do mundo inteiro. Hoje, a relação amorosa dos dois jovens é considerada um arquétipo do amor entre adolescentes. Romeu e Julieta resulta de várias histórias antigas. Seu enredo tem por base os versos de "Trágica história de Romeu e Julieta" de Artur Brooke (1562), cujo tema é retomado em "Palácio do prazer", narrativa de William Painter (1582). Shakespeare baseou-se nestas histórias, mas criou subenredos e reforçou a ação de personagens secundários, como Mercúcio e Páris, para dar mais desenvoltura ao enredo. A peça de Shakespeare é de 1597, mas sofreu várias modificações em edições posteriores. Nos últimos cinco séculos, a peça de teatro Romeu e Julieta tem tido várias versões no cinema, além de inspirar criações talentosas na área da música popular e erudita. William Davenant tentou revigorar a peça durante a Restauração Inglesa; David Garrick modificou cena e removeu elementos considerados indecentes no século XVII. Já no século XIX, Charlotte Cusham procura preservar o texto de Shakespeare. No Brasil, a peça influenciou "Inocência" de Visconde de Taunay e, em Portugal, "Amor de perdição, de Camilo Castelo Branco. São famosas, ainda, as versões cinematográficas de Franco Zeffirelli (1968) e o recente Romeu e Julieta de Luhrman, que traz o enredo para os nossos dias.

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    Izadora picture
    Izadora02/08/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Cena II – O jardim de Capuleto.

    "Julieta – Ah, Romeu, Romeu! Por que tinhas de ser Romeu? Renega teu pai, rejeita teu nome; e, se assim não o quiseres, jura então que me tens amor e deixarei de ser uma Capuleto. Romeu (à parte) – Devo escutar mais, ou devo falar agora? Julieta – É só teu nome que é meu inimigo. Mas tu és tu mesmo, não um Montéquio. E o que é um Montéquio? Não é mão, nem pé, nem braço, nem rosto, nem qualquer outra parte de um homem. Ah, se fosses algum outro nome! O que significa um nome? Aquilo a que chamamos rosa, com qualquer outro nome teria o mesmo e doce perfume. E Romeu também, mesmo que não se chamasse Romeu, ainda assim teria a mesma amada perfeição que lhe é própria, sem esse título. Romeu, livra-te de teu nome; em troca dele, que não é parte de ti, toma-me inteira para ti. Romeu – Tomo-te por tua palavra: chama-me de teu amor, e serei assim rebatizado; nunca mais serei Romeu."

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