Ao todo são 34 capítulos, tendo ainda a guisa de apresentações e dados biográficos de Yvonne.
Durante toda a narrativa, a autora vai dando conselhos sobre a vida, suas experiências mediúnicas e literárias. Os mesmos foram publicados na revista Reformador nos períodos entre 1960 a 1980.
Inicia falando sobre a vitória sobre a morte e depois passa para a verdade mediúnica, a grande doutrina dos fortes, o estranho mundo dos suicidas, os jovens espíritas, incompreensão, mediunidade e doutrina, o grande compromisso, o melhor remédio, nos tempos das mesas, preces especiais, tomentos voluntários, detalhes, destino e livre arbítrio, sonhos, um pouco de raciocínio, a força do exemplo, o grande esquecido, o livro que faltava, os espinhos da mediunidade, necessidade de sublimação, um estranho caso de obsessão e a obsessão em si, Emmanuel Swedenborg, psicografia e caridade, ontem como hoje, convite ao estudo, página dolorosa e depois do calvário.
O livro, além dos conselhos e questões pessoais, também vem trazendo dados, histórias, diferenciações, outras referências de autores e respostas para perguntas feitas por leitores na época. Esses dias citei em uma resenha que Kardec seria um grande adepto dos vídeos no youtube e reels no Instagram, pois o mesmo vale para Yvonne. Já imagino que tudo uma colab dessa dupla, hein!?
O texto é de fácil entendimento e a leitura é intermediária, pois existem alguns pontos reflexivos, principalmente sobre mediunidade e a literatura espírita como um todo. Nesses dois pontos é impressionante o quanto os temas são atuais, mesmo tendo sido escritos a tempos atrás.
Quanto as mensagens em si, é nítido o carinho, gratidão e sensibilidade nas respostas e nas palavras como um todo nestes textos publicados naquela época. E para quem está lendo os livros dela em uma crescente é notório o amadurecimento em todos os aspectos.