O planejamento estratégico de cidades, na metodologia proposta, sem minimizar a importância das análises técnicas especializadas, propõe-se a elevar as comunidades de objeto a sujeito e protagonista de sua história, pois acredita que é ela quem constrói o tecido social, através da participação na formulação dos futuros possíveis, da descrição da visão do futuro, dos princípios e macroobjetivos para a construção do seu futuro.O capital social, assim acumulado, garante a continuidade das ações estratégicas e sua sustentabilidade. Para dar sinergia a esse processo, objetivando canalizar essas forças e interesses, desenvolvendo uma faixa mínima de convergência, de objetivos comuns, o planejamento estratégico assume a comunidade como sujeito-âncora. Tenta-se, assim, superar o estilo tecnoburocrático do planejamento, criando outras formas de participação do sujeito da cidade: seus cidadãos. Um exemplo de participação é o chamado orçamento participativo, que tem sido utilizado em algumas cidades. Outra forma, e mais ampla, é promover a participação dos cidadãos em torno da escolha do futuro da cidade, através do planejamento estratégico participativo. As incertezas em torno desses dois temas - o desenvolvimento social e a inclusão social - formam o eixo crucial das decisões em relação aos dilemas do futuro. Em torno dele constrói-se a lógica do desafio e as respostas possíveis que a cidade pode dar: é ainda um campo aberto de possibilidades, de indeterminação, de escolhas, de desafio de resposta.
Cidades, capital social e planejamento estratégico - O caso Joinville
Dernizo Pagnoncelli, Carlos Walter Aumond
Elsevier
2004
104 páginas
3h 28m
ISBN-13: 9788535215359
Português Brasileiro
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