Matthew se vê novamente em Milão e mais uma vez envolvido em investigações. Desta vez, seu amigo Arnolfo precisa se desenrolar de uma questão relativa a um empréstimo e encontra no Frade a ajuda necessária.
Alguns personagens anteriores voltam, como a judia Rachele, o castelão Aimone, a eremita Juditha, o Prior Arnolfo... personagens queridos que ganharam meu coração no outro livro. Alem disso, novos personagens preenchem a viagem, tais como Petra, Colomba e Anselma.
Montaldi permanece com sua melhor característica que é a descrição e usa dessa sua ótima qualidade para nos transportar a mais um momento em Milão, que continua na guerra contra Frederico II do o Sacro Império Romano-Germânico. Várias histórias, vários personagens, várias situações, vão deslizando pelas páginas, e como nos demais livros se encontram num fim com resoluções simples. Sem grandes proezas. Um simples: “a vida como ela é”.
Na capa do livro a infeliz propaganda compara Frei Matthew com William de Baskerville (O Nome da Rosa). Os personagens e a proposta de Valeria Montaldi, no meu ponto de vista, diferem muito de Umberto Eco. Então as críticas acerca do livro, quando julgado como sendo um livro ruim é pura comparação equivocada. São livros diferentes, com características diferentes. Lê-lo procurando William de Baskerville, é se decepcionar, claro. Moltaldi, tem outro enfoque. O livro não é ruim, ele simplesmente não é O Nome da Rosa. É diferente. É outro livro.
Perfeita em sua escrita, com um personagem carismático, de coração limpo e com uma história cheia de pontas que se amarram no final, Valeria Montaldi me conquistou.
Gosta de história? De ler sobre a Idade Média?
Leia este! Vai gostar.
Eu Amei!