Precisamos Falar Sobre Direito, Literatura e Psicanálise

    Alexandre Morais da Rosa, André Karam Trindade

    Empório do Direito
    2015
    125 páginas
    4h 10m
    ISBN-13: 9789898823106
    Português Brasileiro

    O livro que segue é o resultado das colunas semanais do Diário de Classe subscritas pelos autores. A ideia de selecionar e condensar, tematicamente, as colunas em um livro que tivesse por eixo Direito, Literatura e Psicanálise surgiu em face da realização das edições do Colóquio Internacional de Direito e Literatura (CIDIL) e, ainda, da fundação da Rede Brasileira Direito e Literatura (RDL). Não se trata, meramente, da simples reprodução de colunas virtuais, mas sim da articulação de uma leitura que possa dar sentido à narratividade decorrente da produção dos autores, em especial no tocante à interlocução entre Direito, Literatura e Psicanálise, não necessariamente nessa ordem. Como participantes das Jornadas anuais do Núcleo de Direito e Psicanálise da UFPR, aproveitamos os encontros para dialogar sobre temas atuais e de alguma maneira expor a nossa angústia, já que ela não engana. Decidimos, assim, costurar as colunas para que possam, quem sabe, nas intermitências dos silêncios e pontuações, fazer com que o sentido aconteça, em um diálogo incessante com o Outro e o outro. Precisávamos, também, acertar contas com o nosso desejo de ver as colunas ganharem vida em livros compartilhados, afinal de contas, de alguma maneira, as reflexões e pontuações apresentadas ganham o contexto de uma crítica radical.

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    Paulo Silas Taporosky Filho picture
    Paulo Silas Taporosky Filho30/04/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Fruto dos escritos dos autores na coluna "Diário de Classe" do portal Conjur, o livro traz uma série de artigos que mesclam temas como direito, literatura e psicanálise, tal como sugere o título da obra. Warat e a sua análise e significativa contribuição para com o direito. Exemplos concretos na literatura em consonância com o direito, a fim de se ter um alargamento no trato mais profundo com a matéria. A filosofia do (e no) direito. A problemática da dogmática jurídica, bem como das nuances no plano prático e teórico. Enfim, uma série de temas interessantes recebe os relevantes comentários e análise crítica dos autores. Em "Devemos superar os juristas que ouvem vozes e conversam com códigos", por exemplo, Alexandre Morais da Rosa discorre, a partir da psicanálise, acerca da figura mítica do legislador e de sua vontade, evidenciando, ao sugerir esperançosamente a viragem linguística, a incongruência de se falar em vontade da norma ou do legislador. Com isso, expõe-se a forma ingênua com a qual o direito continua a sofrer suas interpretações. Já em "Vivemos tempos de patrulhamento (jurídico) à literatura", André Karam Trindade narra um episódio ocorrido envolvendo a literatura de Monteiro Lobato e os ataques sofridos pelo politicamente correto, culminando na análise do caso pelo Supremo Tribunal Federal, demonstrando assim o patrulhamento jurídico atualmente existente e suas lamentáveis consequências - tudo isso de modo crítico, com base na própria literatura, na filosofia e no direito. São ao todo 29 capítulos presentes no livro, sendo cada qual um artigo escrito em tom crítico e esclarecedor sobre os temas constantes no título da obra. O direito visto pela perspectiva dos juristas autores sedimentados pela literatura, pela psicanálise e também pela filosofia. Exposições incisivas, claras e profundas. Excelentes artigos. Um ótimo livro. Recomendo!

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